Um golo de Lucas Ocampos, aos 88 minutos, bastou para o Sevilha eliminar o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo da Liga Europa. Os ingleses falharam um penalti pelo ex-Benfica Raul Jiménez ainda no primeiro tempo. Nas meias-finais, o Sevilha vai medir forças com o Manchester United, de Bruno Fernandes.

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Duelo de ex-treinadores do FC Porto, na procura de um lugar nas meias finais da Liga Europa. O Sevilha, de Julen Lopetegui, 'rei e senhor' da prova, à procura do seu sexto título para cimentar ainda mais a sua liderança na segunda prova mais importante da Europa. O Wolverhampton, de Nuno Espírito Santo, com o sonho de vencer a competição pela primeira vez.

Este era também um jogo de dois técnicos com estilos distintos: O Wolverhampton de NES, muito coeso no seu 3-5-2 e a privilegiar o contra-ataque, o Sevilha de Lopetegui, com muita paciência, muita posse de bola, numa equipa que se estendia no tradicional 4-3-3, com muita dinâmica do meio-campo para a frente.

O perigo principal dos 'lobos' estava na velocidade dos dois avançados: Raul Jiménez e Adama Traoré, principalmente este último, uma autêntica locomotiva.

Os andaluzes tomaram conta do encontro, instalaram-se no meio-campo dos ingleses, ao mesmo tempo que controlavam a sua saída para o contra-ataque. Os dois avançados, muito marcados e sempre longe da zona de perigo, tinham dificuldades em ter bola.

Mas aos 11 minutos a defensiva espanhola abriu a faixa da direita, Adama Traore ligou o 'turbo compressor' como gosta, puxou da velocidade e foi por aí fora. Vendo que não havia formas de o travar de forma legal, Diego Carlos, antigo central do FC Porto B e do Estoril, teve de recorrer a falta, dentro da área, para colocar um ponto final naquela correria louca do espanhol de origem marfinense. Jiménez assumiu a responsabilidade na grande penalidade mas o seu denunciado e fraco remate acabou travado pelo guarda-redes Bono. NES batia palmas desde o banco, incentivando o seu pupilo.

O domínio do Sevilha era esperado. A equipa acabou a primeira parte com 76 por cento de posse de bola mas Rui Patrício raramente foi incomodado. O 3-5-2 do Wolves era impenetrável, Banega tinha dificuldades em colocar a criatividade no jogo, tal como Suso e OCampos. En-Nesyri raramente foi servido em condições. Tudo o que era cruzamento acabava despachado pela defesa a cinco dos Wolves, tal como as tentativas de entrar pelo meio.

Os andaluzes voltaram ainda melhor no segundo tempo, com Jordan a dar o primeiro sinal aos 59, num cabeceamento por cima. Aos 60 minutos foi En-Nesyri a ter uma boa oportunidade mas o seu remate saiu fraco, para as mãos de Rui Patrício.

O Sevilha estava mais perigoso, jogava nos últimos 30 metros do adversário, algo que desagradava a Nuno Espírito Santo. O treinador português trocou o médio João Moutinho pelo extremo Pedro Neto aos 71', na tentativa de adicionar mais velocidade e presença na frente. Era preciso ter bola, fixar os laterais do Sevilha, mais projetados no segundo tempo.

A mudança não surtiu efeito imediato, já que o Sevilha continuava mais perigoso, na procura do golo. Rui Patrício teve de se aplicar a fundo para travar um livre muito bem marcado por Banega, que levava selo de golo, aos 77 minutos.

Nuno tentou refrescar a sua frente de ataque, trocando Adama Traore pelo português Diogo Jota, aos 79 minutos. A sete minutos dos 90, Lopetegui mexeu finalmente, trocando En-Nesyri e Joan Jordan por Mudo Vazquez e Luuk de Jong. A equipa ganhava mais poder ofensivo, para tentar resolver a partida ainda no tempo regulamentar.

O golo da vitória surgiu aos 88 minutos, num golpe de cabeça de OCampos, após centro de Banega, num canto estudado. Tremendo golpe do argentino, que Rui Patrício não conseguiu travar.

Nos minutos restantes, os espanhóis defenderam o resultado e seguraram a vitória, face as tentativas do Wolves em forçar o prolongamento.

Nas meias-finais, o Sevilha vai defrontar o Manchester United, de Bruno Fernandes e o Inter Milão, que afastou o Bayer Leverkusen, mede forças com o Shakhtar Donetsk, de Luís Castro (afastou o Basileia da Suíça com goleada de 4-1).

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