Num jogo histórico para o futebol europeu (foi o primeiro de sempre da Liga dos Campeões dirigido por uma árbitra, a francesa Stéphanie Frappart), Cristiano Ronaldo voltou à titularidade na Juventus, depois de ter sido poupado (sem sucesso) no empate do fim de semana ante o Benvento, para a Serie A, e esteve em destaque, contribuindo decisivamente para vitória do conjunto de Turim.

Ocasiões atrás de ocasiões e vantagem merecida ao intervalo

Foi mesmo dele a primeira ocasião de perigo do encontro. Depois de trabalhar bem sobre dois adversários, o internacional português atirou forte, de pé direito, ligeiramente ao lado. Pouco depois, foi a vez do jovem Federico Chiesa deixar um aviso, num remate cruzado que errou o alvo por muito pouco.

E, num jogo que seguia com sentido único, em que o Dínamo Kyiv não conseguia responder, acabaria por ser mesmo Chiesa a abrir o ativo, depois de Weston McKennie e (outra vez) Ronaldo ficarem perto de marcar. Centro da esquerda de Alex Sandro e Chiesa cabeceou para o fundo das redes, conferindo justiça ao marcador, estavam decorridos 21 minutos de jogo.

A partir daí o Dínamo começou a reagir, ameaçou a baliza à guarda de Szczęsny, mas até ao intervalo as melhores ocasiões de golo continuaram a pertencer à Juventus (e a Ronaldo, que teimava em não conseguir marcar, acertando mesmo na trave).

Enfim, Ronaldo marca

Mas, depois de tanto tentar na primeira parte, Cristiano Ronaldo - melhor marcador da história da Liga dos Campeões - acabaria mesmo por marcar a abrir a segunda. Chiesa arrancou pela direita, centrou, Morata não conseguiu a emenda mas a bola sobrou para CR7, que só teve de encostar ao segundo poste.

Foi, nada mais, nada menos do que o golo 750 da carreira de Cristiano Ronaldo em partidas oficiais, mais de 18 anos depois do primeiro, marcado com a camisola do Sporting, a 7 de outubro de 2002, frente ao Moreirense. Curiosamente, num dia em que passavam extamente 12 anos desde que conquistou a sua primeira Bola de Ouro.

Terceiro golo surge com naturalidade

O segundo golo da Juventus deitou em definitivo o Dínamo Kyiv abaixo e a Juventus continuou a somar oportunidades. Numa delas, Morata, que não tinha conseguido marcar no lance do golo de Ronaldo, acabou mesmo por colocar, também ele, a bola no fundo das redes.

Em grande no encontro, Chiesa assistiu o espanhol, que tirou dois adversários da frente e rematou certeiro.

A vitória deixa a já apurada Juventus no segundo lugar do Grupo G, com 12 pontos, mas ainda com hipóteses de chegar ao primeiro lugar, ocupado pelo Barcelona, que esta noite bateu o Ferencvaros e chegou aos 15 pontos. Para tal, o conjunto de Turim terá de vencer na Catalunha, na sexta e última jornada, dentro de uma semana, por dois ou mais golos de diferença. Na primeira volta, sem Ronaldo, a Juve viu-se batida por 2-0 em casa pelo Barça.

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