Continua muito tenso o ambiente no Barcelona, mesmo em semana de clássico. Já se sabia que a relação entre os jogadores do plantel de futebol e a direção não eram boas, mas, pelas últimas novidades, prometem ficar piores. O jornal 'El Mundo' divulgou uma carta assinada pelos capitães Messi, Piquè, Sergio Roberto e Sergio Busquets, onde estes criticam a direção liderada por Josep Maria Bartomeu pela proposta de redução salarial e pela forma como todo o processo foi conduzido.

"Não vamos tolerar que o clube viole os nossos direitos com os argumentos que apresentou, considerando que a única forma de atingir o seu objetivo é através da atuação conjunta de todos os grupos e setores do clube, reconhecendo ao mesmo tempo [...] que alguns desses grupos e setores já fizeram os ajustes salariais. É embaraçoso que tenham escrito que os nossos direitos estão garantidos, propondo-nos a eleição de um representante numa mesa de 13 membros, para que, na realidade, a nossa capacidade dissuasiva seja nula", pode-se ler na carta, divulgada pelo 'El Mundo'.

Para os contestatários, a intenção da direção do Barcelona é "constrangedora" e deixam um aviso sério a Bartomeu: "não permitirão" atentados aos seus direitos. Na carta, os capitães Messi, Sergi Roberto, Piqué e Busquets, falam em "desconforto e profunda desilusão" por estas "manobras dos dirigentes do clube", que consideram não ter "qualquer fundamento legal".

Na carta divulgada pelo jornal 'El Mundo', os capitães do Barcelona acusam a direção do clube de tentar vingar "unilateralmente as suas decisões, ignorando qualquer opinião discordante sobre o assunto".

Mas além das duras críticas a Bartomeu, a carta está a causar polémica no balneário. Isto porque Gerard Piquè, um dos signatários e capitães de equipa, renovou contrato com o Barcelona no mesmo dia em que a carta foi enviada à direção blaugrana. Um gesto visto como traição, apesar de os jogadores garantirem união do balneário, de acordo com o jornal 'Marca'. Além de Piquè, o Barcelona anunciou, na passada quarta-feira, as renovações de contrato de Frenkie de Jong, Ter-Stegen e Lenglet.

Mas Piquè está determinado a provar o contrário, que não houve qualquer traição. O defesa central continua a criticar fortemente Bartomeu e voltou a faze-lo, agora pela forma como o presidente do clube geriu a questão da saída de Messi.

"Como presidente teria agido de forma diferente. Pedi a Messi que aguentasse. Não falei muito com ele nesses dias porque acho que era uma decisão pessoal. Eu pergunto-me: como é que o melhor jogador da história se levanta um dia e tem de enviar um fax ao clube porque sente que não está a ser escutado? É tudo demasiado chocante. O que está a acontecer? Messi merece tudo. O novo estádio deve ter o seu nome, só depois o do patrocinador. Devemos preservar as nossas figuras, não desprestigiá-las. É uma situação que me deixa nervoso", disse Piquè, em entrevista ao jornal 'La Vanguardia'.

"Surpreende-me que pessoas como Pep Guardiola, Puyol, Xavi ou Valdés não estejam no clube. Há algo que não está a ser bem feito. Pessoas como estas fazem parte do clube, fizeram muito pelo clube. Deviam estar aqui", finalizou.

O Barcelona recebe o Real Madrid este sábado no Camp Nou, na 7.ª jornada da Liga Espanhola.

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