Um procurador extraordinário foi hoje designado para avaliar supostos atos de corrupção por parte do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e do procurador-geral da Suíça, Michael Lauber.

Stefan Keller, presidente do Supremo Tribunal e presidente do Tribunal Administrativo do Cantão de Obwalden, é o responsável por "avaliar as denúncias criminais transmitidas” à Autoridade de Vigilância do Ministério Público da Confederação Suíça, contra Michael Lauber, Gianni Infantino "e outros", segundo revelou, em comunicado, a autoridade que supervisiona a acusação.

Caso o procurador extraordinário considere que “existem indícios”, será aberto um processo criminal juntos das comissões competentes.

Por sua vez, também através de um comunicado, a FIFA "acolheu" a decisão de nomear um procurador extraordinário, reforçando que "continuará cooperar de forma transparente com as autoridades suíças, pois é do seu interesse que as queixas anónimas sejam tratadas o mais rápido possível".

Atualmente, estão abertos processos penais contra três ex-dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, incluindo o antecessor de Infantino, o suíço Sepp Blatter, e o atual presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi, sendo que todos eles negaram quaisquer irregularidades.

O FIFAgate, o maior escândalo de corrupção da história do futebol mundial, começou com a detenção de sete dirigentes, porém não tardou e já estavam indiciados 18 réus, incluindo nove funcionários da FIFA e cinco empresários, bem como a devolução de vários milhões de euros.

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