Um penálti falhado por João Carvalho, aos 90+10 minutos da receção a Roménia, foi, de forma simplista, o ‘pormenor’ que colocou Portugal no ‘play-off’ do Europeu de futebol de sub-21 de 2019 e impediu o apuramento direto.

Nas contas finais do Grupo 8, a formação comandada por Rui Jorge terminou a dois pontos dos romenos, pelo que, se o castigo máximo, parado por Inut Radu, tem sido transformado, teria empatado esse jogo, a dois golos, e fecharia um ponto à frente.

Esse foi o momento, infeliz, de Portugal na fase de apuramento, mas não explica tudo, pois Portugal, ainda em 2017, também perdeu na Bósnia-Herzegovina (1-3) e empatou na Roménia (1-1), em dois encontros que até começou a ganhar.

Em reduto alheio, o conjunto luso só venceu, aliás, sem problemas o modesto Liechtenstein (9-0, depois de 7-0 em casa) e o País de Gales (2-0), pois também penou face à Suíça, que bateu por 4-2, mas depois de chegar ao intervalo a perder por 2-0.

O pleno após desaire com a Roménia, com triunfos em Bangor, Vaduz e na receção à Bósnia-Herzegovina (4-2), que veio ao Funchal disputar o segundo lugar, valeram o ‘play-off’ (para os quatro melhores segundos), ainda que com ajudas alheias.

No final, os 17-11 em golos de Portugal, tirando os dois jogos com o Liechtenstein, ‘mostram’ uma fase de grupos sofrida e explicam, melhor do que o penálti falhado face aos romenos, o porquê de a seleção lusa ter falhado o primeiro posto.

Em termos individuais, muitos (30 dos 32 utilizados) foram os jogadores que passaram pelo ‘onze’, com destaque para um quarteto que começou o primeiro jogo e agora está instalando na seleção ‘AA’: Rúben Dias, Rúben Neves, Renato Sanches e Gonçalo Guedes.

O guarda-redes Joel Pereira, os defesas Yuri Ribeiro, Ferro, Jorge Fernandes e Diogo Dalot, os médios João Carvalho e Pedro Rodrigues ‘Pêpe’ e os avançados Diogo Jota e Diogo Gonçalves, todos com mais de metade dos jogos no ‘onze’, foram os sustentáculos da formação das ‘quinas’.

João Félix, um dos muitos jogadores ‘made in Seixal’ utilizados por Rui Jorge, é outro dos elementos do ‘onze base’, sendo que, mesmo menos utilizados, outros jogadores também foram importantes, casos de André Horta, Heriberto ou Gil Dias.

No que respeita a golos, Diogo Gonçalves, que fechou com um golo ‘maradoniano’ face aos bósnios, logrou um ‘hat-trick’ na receção ao Liechtenstein e foi o único que esteve nos 10 jogos, foi o melhor, com sete, seguido de Heriberto, autor de seis, incluindo um ‘póquer’ em Vaduz.

João Carvalho e João Félix fecharam o pódio, ambos com quatro golos, enquanto André Horta, jogador que o Benfica vendeu aos norte-americanos do Los Angeles FC, marcou três, em apenas três jogos (254 minutos).

Destaque ainda, pela negativa, para Yuri Ribeiro, como único jogador a ver um cartão vermelho, por acumulação de amarelos, aos 59 minutos do jogo no País de Gales – Portugal vencia apenas por 1-0, mas, com 10, chegou a 2-0.

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