Os brasileiros do Grêmio de Porto Alegre dominaram o Lanús e conquistaram na quarta-feira pela terceira vez a Taça Libertadores da América em futebol, após um triunfo na Argentina por 2-1.

A formação de Renato Gaúcho, que já tinha vencido em casa por 1-0, com um tento de Cícero, resolveu, praticamente, a final na etapa inicial, com tentos de Fernandinho, aos 27 minutos, e de Luan, com grande classe, aos 42.

Na segunda parte, José Sand reduziu de penálti, aos 70 minutos, e o Lanús ainda sonhou repetir o feito das meias-finais, em que afastou o River Plate depois de estar a perder em casa por 2-0 e de um desaire fora por 1-0, mas o Grêmio não deixou.

O ‘tricolor gaúcho’, com o ex-flaviense e vimaranense Geromel no centro da defesa e o ex-benfiquista Bruno Cortez como lateral esquerdo, repetiu, assim, aos títulos de 1983 e 1995, enquanto o Lanús falhou o que seria o seu primeiro cetro.

Além do triunfo, que o coloca no quinto lugar do ‘ranking’ da prova e no primeiro entre os brasileiros, a par de São Paulo e Santos – lidera o Independiente, com sete -, o Grêmio vai em dezembro ‘desafiar’ o Real Madrid no Mundial de clubes.

Em Lanús, os argentinos fizeram rebentar foguetes antes do encontro, mas os jogadores da casa entraram muito nervosos, pressionados pela desvantagem, e nunca conseguiram colocar em sobressalto a defensa dos brasileiros.

O Grêmio, muito mais tranquilo, foi impondo o seu jogo, o seu futebol mais técnico, e, depois de uma primeira ameaça de Lucas Barrios, Fernandinho aproveitou uma falha de José Gomes, correu meio campo e ‘fuzilou’ Andrada, aos 27 minutos.

A formação local ameaçou num livre de Maxi Velázquez, aos 30 minutos, mas o Grêmio manteve-se por cima e, aos 42, aumentou a vantagem, após fantástica jogada individual de Luan, que passou toda a defesa contrária e bateu Andrada com um ‘chapéu’.

Na parte final da primeira parte e no início da segunda, Lucas Barrios, em noite desinspirada, falhou o terceiro dos brasileiros e, aos 75 minutos, após falta de Jailson sobre Lautaro Acosta, José Sand reduziu de penálti, apontado o seu nono tento na prova, para se consagrar como melhor marcador da edição 2017.

Foi, porém, apenas um prémio de consolação para o Lanús, que já não conseguir, sequer, chegar ao segundo golo, nem mesmo depois da expulsão de Ramiro, aos 83 minutos. Até final, foi Luan que quase ‘bisou’, em mais um momento artístico, aos 90.

Na Argentina, a festa foi brasileira, com Renato Gaúcho a consagrar-se como o primeiro brasileiro a vencer a prova como treinador e jogador. Em 1983, tinha triunfado como futebolista, para ainda ‘bisar’ na Taça Intercontinental, no 2-1, após prolongamento, aos alemães do Hamburgo.

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