A corrente temporada da Liga Portuguesa de Counter-Strike continua em torno de polémicas. Nas partidas realizadas no Grupo A, no final de janeiro, as palavras de Ricardo “Fox” Pacheco após encontro da Vodafone Giants e a Baecon valeram-lhe um castigo interno do clube por um mês sem vencimento. As duas equipas seriam as primeiras a garantirem um lugar nos playoffs da LPCS.

Este fim-de-semana, 15-16 de fevereiro, disputaram-se os jogos do Grupo B, considerado o mais “explosivo” ao colocar a nova equipa sAw composta por jogadores a defrontar a sua anterior formação OFFSET. O certo é que na primeira partida do grupo o encontrou ditou a vitória por 2-0 da sAw frente à OFFSET. Já a Baecon 4Gaming venceu a Galatics B por 2-1.

A polémica aconteceu nos jogos seguintes. Devido à partida da ronda 2, entre a sAw e a Baecon 4Gaming, coincidir com o importante qualificador internacional para o FLASHPOINT em Los Angeles. A equipa de just e Stadodo foi “penalizada” pela organização com derrota por default (falta de comparência) por 2-0, caindo para a Loosers bracket, colocando automaticamente a Baecon 4Gaming nos play offs.

A bracarense OFFSET não gostou da posição da INYGON, a organizadora do evento, e acabou por não jogar a partida frente à Galatics B, abandonando assim a competição nesta temporada. A Galactics B perderia na partida seguinte por 2-0 com a sAw, que ironicamente ficou apurada para os play offs.

Em comunicado, a OFFSET justifica o abandono por não compactuar com dualidades de critérios, salientando o trabalho que tem feito em prol da competição de CS português para este se aproximar do patamar internacional. Deu o exemplo de na temporada de 2019 ter abdicado da continuidade de um qualificador europeu em prol da competição nacional, por conflitos de agenda.

Esse facto levou a um acordo entre a organização do campeonato e as equipas, para não prejudicar as formações que participassem em eventos coincidentes. E foi por isso que alega ter aceitado a antecipação do jogo frente à SaW do dia 15 de fevereiro, para possibilitar ao seu adversário a continuação da disputa do qualificador europeu.

Situação que não se verificou na partida seguinte, com a sAw a ser castigada. “Não está em causa o prejuízo da equipa A ou B, mas sim o prejuízo da competição. Entendemos que existiam várias possibilidades de resolução da situação sem que tivesse existido dualidade de critérios e atropelos à verdade desportiva”, é referido no comunicado.

A FTW mostrou-se solidária com a posição da OFFSET, referindo em comunicado oficial que “realçamos a importância da articulação de horários e compromissos assumidos por parte das equipas com as diversas competições em que se encontram inscritas ou a participar, devendo primar-se pela realização de todas as partidas, aquando e sempre que, haja acordo por parte das equipas participantes, prevalecendo assim a verdade desportiva”.

Estão assim apuradas quatro equipas para a fase seguinte da competição: Baecon, Vodafone Giants, Baecon 4Gaming e sAw. No próximo fim-de-semana disputam-se as partidas do Grupo C composto por: eXploit, Scape.CNS, GeekCase e FTW.

Apesar de um qualificador renhido, a sAw acabaria por não conseguir apurar-se para o FLASHPOINT, tendo sido derrotada no terceiro mapa pela Gambit, ficando-se pelo Top 12 do qualificador. A equipa, que venceu a Tricked Esport anteriormente, foi elogiada pela sua prestação, considerando o cansaço acumulado com as partidas da LPCS, e pelo facto do jogador Arki ter ficado retido em Madrid, devido a problemas de voo. O atleta jogou a partir do centro de treinos da Movistar Riders.

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