O tenista português João Sousa lamentou hoje não ter conseguido encontrar forças para bater o italiano Lorenzo Sonego e passar à terceira ronda de Roland Garros, depois de ter desperdiçado quatro ‘set points’ no primeiro ‘set’.

“Faltou claramente físico. A parte física estava bastante debilitada, apesar de um primeiro ‘set’ em que tive as minhas oportunidades. Ele foi muito feliz nessas oportunidades que eu tive, demasiado feliz, a meu ver. Acho que tive quatro ‘set points’, três deles em que... a linha faz parte do jogo”, comentou o vimaranense.

O número um português e 63.º classificado no ‘ranking’ ATP cedeu perante o transalpino, 32.º cabeça de série, com os parciais de 7-6 (7-4), 6-3 e 6-4, mas, embora tenha lamentado alguma falta de sorte, atribui todo o mérito ao adversário.

“Foi corajoso e feliz. Apesar de um primeiro ‘set’ melhorzinho em termos físicos, quando as forças faltaram não consegui estar à altura do desafio. O Lorenzo tem nível de jogo e não perdoa. Tentei voltar um bocadinho ao meu jogo, ser agressivo, mas não consegui. As condições estavam ainda mais pesadas do que na primeira ronda e senti muito isso, que a minha bola não andava”, explicou.

Ainda assim, João Sousa acredita que, se o ‘set’ inaugural tivesse caído para o seu lado, teria tido “mais motivação para continuar e o físico muitas vezes vem associado à parte mental”.

“Pesou na parte mental essa situação, mas estou orgulhoso da minha prestação, devido às circunstâncias em que vinha, de fazer uma final em que estive muito perto do título [ATP de Genebra]. Não é fácil de lidar e, apesar disso, acho que estive bem, consegui abstrair-me e adaptar-me o mais rápido possível a este torneio, que era ainda mais importante”, defendeu, lembrando ter jogado uma primeira ronda em 4:30 horas e ter feito “o melhor para recuperar”.

Além de reconhecer o cansaço e uma dor no adutor que limitou bastante a sua movimentação, João Sousa confessou ter ficado “triste pela derrota, porque queria muito ganhar”, mas não sendo “um robô” diz estar “a precisar de descanso para o que se segue.”

“Depois é preparar a temporada de relva. Vão ser três torneios que vou disputar, com Wimbledon quatro. O primeiro é já na Holanda. Para já, estou no ‘qualifying’ e espero entrar no quadro. É para preparar Wimbledon, o objetivo é mesmo esse. Há dois torneios 250 e um 500 importantes para toda a gente, com pontos. Vou jogar s-‘Hertongenbosch, Halle e Maiorca”, avançou Sousa.

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