A judoca Telma Monteiro afirmou hoje que só pensa em ser bem-sucedida nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e que as expectativas dos portugueses numa medalha criam “uma pressão positiva”, partindo com “responsabilidade e confiança” nessa conquista.

“Só penso em ser bem-sucedida e fico contente que tenham essa perspetiva sobre mim. É uma pressão positiva. Conto com muito apoio dos portugueses e saber isso deixa-me bastante tranquila. Vou lá com responsabilidade e com confiança de que posso ganhar essa medalha”, assegurou aos jornalistas, antes da partida para o Japão.

Num espaço do Comité Olímpico de Portugal (COP) no aeroporto de Lisboa, de apoio aos atletas que vão representar o país em Tóquio, Telma Monteiro, a competir em -57kg, colocou o objetivo na subida ao pódio, procurando repetir o feito no Rio2016, quando conquistou o bronze, embora a competitividade seja “muito grande”.

“Esse é sempre o meu objetivo. Não é uma coisa certa, tem de ser conquistada. Na minha categoria de peso, acredito que existem 14 ou 15 favoritas às medalhas. Estamos a falar de uma competitividade muito grande e tudo pode acontecer desde o primeiro combate, que vai ser uma final. É uma exigência muito grande”, realçou.

Como tal, a judoca, que será cabeça de série na competição, considerou que não pode “ir para os Jogos Olímpicos sem pensar nisso”: “O que vai acontecer, eu não sei, mas, para mim, o melhor momento é agora, em que eu posso fazer as coisas acontecerem. Isso está na minha cabeça. Se não acontecerem, isso é uma coisa que penso depois”.

“Temos sempre de imaginar todos os cenários positivos. Se eu pisar o tapete para entrar na final e discutir a medalha de ouro, podem ter a certeza de que não foi nada que não me tenha passado pela cabeça. Essa é a ambição que tenho de ter. Sei que posso fazer acontecer, portanto vou com esse sonho também”, sublinhou a judoca.

O evento olímpico realiza-se no ‘berço’ do judo e na ‘segunda casa’ de Telma Monteiro, que pretende “tirar proveito” da familiarização com o local dos treinos e com o local da competição, onde já disputou um Mundial, ajudando os judocas portugueses a “ter mais tranquilidade”.

“É mais fácil ter uma imagem mental de como vai ser a entrada no pavilhão, a entrada no tapete ou na área de aquecimento. Imagino-me lá a caminhar, olhar para a minha adversária e ganhar. Só me imagino a ganhar”, frisou a atual campeã europeia.

A judoca do Benfica, de 35 anos, já não achava que iria fazer este ciclo olímpico, facto que eleva ainda mais a motivação, na sua quinta participação olímpica, depois de Atenas2004 (nono lugar), Pequim2008 (nona), Londres2012 (17.ª) e Rio2016 (terceira).

“É sempre muito especial para mim, ainda mais especial talvez porque foi algo inesperado. Se pensasse, quando fui a Atenas com 18 anos, que iria a cinco Jogos Olímpicos, não poderia prever, mas isso tem sido um pouco da minha carreira. Vou para Tóquio com a sensação e emoção de fazer as coisas de forma especial”, disse.

A competição de judo, em que Portugal conta com Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg), decorrerá de 24 a 31 de julho, no Nippon Budokan, com a discussão de duas categorias, uma masculina e uma feminina, por dia.

Portugal vai estar representado por 92 atletas, em 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão ser disputados entre 23 de julho e 08 de agosto, depois do adiamento por um ano, devido à pandemia de covid-19.

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