“Tínhamos outras ambições, claro, como tentar chegar ao diploma, mas os adversários estavam mais fortes. Os que vieram do Tour tiveram outro ritmo de corrida. As diferenças fizeram-se na última subida”, explicou à Lusa Nelson Oliveira, que hoje começou os terceiros Jogos da carreira.

Como “dever”, afirma, teve de “ajudar ao máximo o João”, por o percurso lhe assentar melhor, apoiando-o, não só nas subidas, como em todo o outro trabalho, como o da hidratação, tão importante nas condições em que se correu hoje até à Pista Internacional de Fuji.

Também Almeida, estreante, admitiu ter sentido “falta de ritmo de corrida, um ponto que marcou diferenças” entre o pelotão, com oito dos 10 primeiros, incluindo o campeão, o equatoriano Richard Carapaz, a terem corrido o Tour.

“Senti-me em forma, com força, que é o mais importante, e dei tudo o que tinha até à meta. (...) Gostava de ter feito os 10 primeiros, mas tendo em conta a situação, fiz uma corrida bastante boa, forte de sensações, mas com muita falta de ritmo competitivo”, reconheceu.

Carapaz, de 28 anos, cumpriu os 234 quilómetros entre o Parque Musashinonomori e a Pista Internacional de Fuji em 6:05.26 horas, num triunfo a solo, com 1.07 minutos de vantagem para o belga Wout van Aert, que levou a prata ao 'sprint' face ao esloveno Tadej Pogacar, terceiro.

Almeida chegou em 13.º, a 3.03 minutos do vencedor, no que foi a sua estreia em Jogos Olímpicos, enquanto Nelson Oliveira foi 41.º, a 10.12, nos terceiros Jogos: abandonou no Rio2016 e foi 69.º em Londres2012, no fundo, com um sétimo lugar no contrarrelógio de há cinco anos.

O resultado do português, que o leva a crer que a seleção de ciclismo tem de estar "satisfeita", é o terceiro melhor da história lusa em provas de fundo, depois da prata de Sérgio Paulinho, em Atenas2004, e do 10.º lugar de Rui Costa, no Rio2016, com o campeão do mundo de 2013 a registar outro 13.º lugar, em Londres2012.

Depois do fundo, as atenções viram-se para o contrarrelógio, marcado para quarta-feira e com partida e chegada no Autódromo Internacional de Fuji, de percurso ondulado e 44,2 quilómetros de extensão.

Essas medidas agradam ao especialista Nelson Oliveira, que quer “recuperar, para depois chegar o tão desejado ‘crono’”, aquilo para que diz ter trabalhado.

“Espero que as coisas saiam da melhor maneira, mas não corro sozinho, há adversários muito fortes. Tanto eu como o João podemos fazer um bom crono. [Um diploma] é o objetivo, agora se vai ser concretizado ou não...”, comentou.

Também João Almeida, que tem na especialidade um dos seus pontos fortes, aponta baterias para quarta-feira, depois da prova de hoje, que “foi um bom ‘abre-motor’ para ir com ritmo”.

“Vou dar tudo o que tenho, mas não levo muitas expectativas, porque nunca fiz um ‘crono’ tão longo”, avisou.

Além da estrada, Portugal tem ainda Maria Martins no ciclismo de pista e Raquel Queirós no 'cross country' olímpico, dentro da modalidade em Tóquio2020, a decorrer até 08 de agosto.

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