O Conselho Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu quarta-feira aumentar em 16% o fundo de Solidariedade Olímpica, para os 501 milhões de euros (ME), atribuídos para o período 2021-2024.

"Esta decisão dá aos atletas e comités muitas certezas para os próximos quatro anos, incluindo os Jogos de Pequim2022 [de inverno] e Paris2024 [de verão]. É uma demonstração muito forte em tempos de crise mundial" devido à pandemia de covid-19, definiu o presidente do COI, Thomas Bach, numa conferência por via telemática, que se seguiu à reunião do Conselho Executivo.

Este órgão decidiu reforçar grande parte dos apoios a comités nacionais e atletas, estes últimos a beneficiarem de um aumento de 25% nas verbas a eles dedicadas, entre outros reforços.

No ciclo 2017-2020, a Solidariedade Olímpica permitiu apoiar mais de 25 mil atletas, revelou hoje o COI, entre eles três mil que receberam bolsas olímpicas para preparar Tóquio2020.

Na conferência, Bach anunciou uma visita a Tóquio, casa dos Jogos Olímpicos de 2020, adiados para 2021, de 15 a 18 de novembro, que "não tem" na agenda decidir sobre o cancelamento do evento.

Por outro lado, o COI tem "o claro compromisso de tornar possível a participação segura nos Jogos dos 206 comités nacionais do mundo, além da equipa de refugiados".

"Se um desportista, por qualquer razão, não quiser participar, isso é uma decisão individual respeitável", acrescentou.

O alemão explicou que há "muita confiança num evento seguro", dadas "as ferramentas ao dispor e às últimas notícias sobre vacinas", numa semana em que têm sido cancelados inúmeros eventos, como os Mundiais de luta livre ou a renúncia de grande parte das delegações convidadas a participar nos Europeus de ginástica.

A compra de vacinas pelo COI está para já descartada, porque estas "devem ir para enfermeiros e médicos e os mais necessitados", e para Tóquio2020 mostra esperança em ver "um número razoável de espetadores nas bancadas".

Para já, fica a missão de consciencialização pública, sobretudo no Japão, de que os Jogos serão seguros e vão decorrer, continuando os comités nacionais a trabalhar para as provas de qualificação dos 43% de quotas que faltam apurar.

Outro dos anúncios que saiu do Conselho Executivo tem que ver com a Cimeira Olímpica, marcada para 12 de dezembro, que acontecerá de forma virtual, à distância, assim como o próximo encontro do Conselho, de 07 a 11 de dezembro.

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