Rúben Amorim, treinador do Sporting, fez a tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro de quarta-feira, com o Marítimo, que encerra uma temporada na qual os 'leões' colocaram ponto final a uma espera de 19 anos pelo título de campeão.

Para além de falar sobre este encontro da derradeira jornada da I Liga 2020/21, Amorim fez, também, um balanço do que foi o campeonato e perspetivou também o que será a próxima época, na qual o Sporting defenderá o título, garantindo que vai continuar em Alvalade, não sabendo ainda é que jogadores ficarão ou não com ele.

"Obviamente que sabemos que o futebol é o momento. E talvez fosse a altura ideal para um treinador sair, mas eu não vou sair, aconteça o que acontecer, venha a proposta que vier. Tenho contrato com o Sporting, sou feliz aqui, tenho uma equipa de que gosto, sei do desafio que é. Sei que dois jogos mudam tudo, mas é o acordo que tenho com o presidente e o Hugo Viana. Venha quem vier, serei treinador do Sporting. Tomara eu ter a certeza que os jogadores vão ficar, como eu fico", começou por garantir.

Época "podia ter sido melhor em algumas vertentes"

Sobre a temporada que agora termina, Amorim não se mostra 100% satisfeito, apesar das conquistas da Taça da Liga e do campeonato, mas destaca o crescimento da equipa e dos jogadores.

"É um misto. Na Europa não correu como planeámos. Tivemos depois de fazer um novo planeamento para os jogos de semana a semana. Acabou por correr bem. Os jogadores cresceram mais do que eu pensei, mesmo os miúdos mais novos. Rodámos toda a gente, tivemos mais tempo para treinar e acho que nós precisávamos de mais tempo, por isso foi muito bom. Ganhámos a Taça da Liga e o campeonato que foi muito bom, mas queríamos ter ido mais longe na Taça de Portugal. Fomos campeões sem derrotas, apesar de não terminarmos a época sem derrota. Foi um ano muito bom. No próximo ano vai ser duro, mas acho que vai ser bom. Espero que mantenhamos a mesma ideia, a mesma equipa. Podia ter sido melhor em algumas vertentes, mas acabou por correr bem. Foi um misto", explicou.

Críticas ao horário do encontro com o Marítimo

Quanto ao embate com o Marítimo, marcado para as 21h45 de quarta-feira no Estádio José de Alvalade, o treinador dos novos campeões nacionais confirma que vai dar oportunidade a alguns jogadores menos utilizados, mas diz que ainda assim espera uma vitória.

"É para ganhar. É um jogo muito tarde e será um jogo para alguns jogadores que jogaram menos durante a época. Eles deram-nos muitos, trabalharam de uma forma afincada, mesmo sem jogar, e ajudaram a elevar o nível. Vai estrear-se e o Tomás da equipa B também. É um jogador que fez toda a formação cá, desde o nove anos, ajudou-nos muito sempre a fazer de adversário e é uma forma de premiar o Tomás do que deve ser um jogador do Sporting. Amanhã quero que ele sinta que é campeão nacional na pele", adiantou.

A fechar, Rúben Amorim deixou ainda críticas ao horário do encontro. "Não faz muito sentido jogar às 21h45 quando já não há nada a ganhar. Nem sei se o Sporting preparou alguma coisa ou não, mas não havendo adeptos é um pouco diferente. Há que aceitar e seguir em frente. É à hora que há e vamos a isso. Jogámos também muita vez à noite a nosso pedido", concluiu.

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