O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assumiu-se hoje inconformado com a discriminação da modalidade no plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19.

Pedro Proença assumiu a surpresa com a proibição de regresso do público aos estádios até maio, segundo uma fonte do Governo citada pelo jornal Expresso.

“Fomos hoje surpreendidos com a notícia que dava conta de uma alegada decisão do governo de impedir a presença de público nos eventos desportivos, até maio”, admitiu Pedro Proença.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPFP recordou o agendamento do plano de desconfinamento, apresentado em 11 de março último, pelo primeiro-ministro, António Costa.

“Considerando que o plano de desconfinamento prevê a reabertura de salas de espetáculos para atividades culturais, como o cinema e o teatro, a partir de 19 de abril, e sendo também essa a data apontada para o retoma de eventos exteriores com lotações reduzidas é, para nós, expectável que o futebol profissional também tenha a oportunidade de ter de volta os seus adeptos nessa mesma altura”, frisou.

O líder do organismo que tutela o futebol profissional em Portugal relembrou a postura adotada desde o início da pandemia, recusando exceções, mas apelando à igualdade de tratamentos.

“Seremos sempre um exemplo de responsabilidade, como demonstrámos aos longo do último ano, o futebol profissional nunca se colocará como um problema para a saúde pública, não é, nem quer ser, um regime de exceção. Nem para o bem nem para o mal. Coerência e equidade é o que se pede”, sublinhou.

Por isso, Proença lamentou a discriminação.

“Depois de todas as provas de comportamento irrepreensível e exemplar dos nossos adeptos, no pontual regresso aos estádios que lhes foi concedido, depois de todos os sacrifícios que temos feito e todas as dificuldades que estamos a ultrapassar, sem qualquer apoio governativo, não aceitaremos que o futebol profissional volte a ser discriminado”, vincou.

Nesse sentido, assumiu o inconformismo com a discriminação, prometendo empenhar-se para alterar esta decisão.

“Não nos conformaremos com um tratamento discriminatório em relação aos demais espetáculos. E estaremos, como habitualmente, na linha da frente para lutar pelos nossos direitos, pelos nossos adeptos, pelas nossas sociedades desportivas”, rematou.

Em 11 de março, o Governo anunciou que a realização de eventos exteriores com diminuição de lotação vai ser autorizada a partir de 19 de abril e, 15 dias depois, em 03 de maio, grandes eventos exteriores com diminuição de lotação.

O Expresso noticia hoje que uma fonte do Governo deu conta ao jornal que, até ao fim deste período de desconfinamento, eventos como o Grande Prémio de Fórmula 1 e a I Liga “não terão público”.

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