Abel Ferreira fez esta tarde a antevisão à grande final da Libertadores, marcada para amanhã. Na sala de imprensa do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o técnico não escondeu a honra por estar num "templo do futebol" e o querer de que, amanhã em Portugal, todos são do 'verdão'.

"É uma junção do talento, da sabedoria e da garra. Amanhã, Portugal será do Palmeiras. É verdade que já houve um treinador que abriu as portas para nós. Vai ser uma mistura, um português, um paraguaio, os brasileiros...", disse, citado pelo 'globoesporte'.

Sobre o jogo de amanhã, o técnico realçou o respeito que o Santos merece, pelo percurso que tem vindo a fazer na prova, mas não escondeu o desejo que está na cabeça de todos os adeptos 'alviverdes': ganhar.

"Cada jogo tem uma história, eu vou fazer o que sempre fiz. Preparar-me bem, os jogadores, estar atento aos detalhes. Não vou fazer o que não sei fazer, vou seguir os mesmos rituais, acreditar em quem tem de acreditar: os jogadores. O adversário merece respeito, fez um belo trabalho ao longo do trajeto. Temos de ser fieis à nossa forma de atacar, de defender. Não há outra forma é a nossa identidade. (...) Do outro lado vai estar um rival que vai querer tanto quanto nós. Que no final possamos seguir o plano de jogo e sermos vencedores. É um jogo só, o nosso objetivo além de chegar é chegar e ganhar", afirmou.

Em vésperas de um grande jogo, a ansiedade faz-se sentir em qualquer um, e Abel Ferreira não é exceção. O treinador do Palmeiras afirma, contudo, que são sensações normais e que a equipa tem de aproveitar o facto de estar na final da Libertadores.

"A ansiedade é normal, comigo, com Tite, com Klopp, Mourinho, Messi, Ronaldo. É normal. (...) Não muda nada, estamos a trabalhar, a descansar bem, para fazer um grande jogo. A ansiedade está aí, mas vamos desfrutar o momento. (...) Há pressão, ansiedade, mas tratamos de desfrutar o momento. Se um jogador disser que não está ansioso, é mentira", notou.

Por fim, o técnico abordou ainda a ausência de público no Maracanã, medidas a que a organização se viu obrigada devido à pandemia e mostrou-se preocupado com a siatuação em Portugal

"Esta batalha não está ganha. Aí sim, estamos a falar de vida ou de morte, temos de ter todo cuidado. Procuramos dar exemplo. A mim, enquanto pessoa deixa-me preocupado saber que se a minha família quiser vir para o Brasil agora não pode. Portugal está todo fechado em casa. Isso preocupa. Adoro futebol, mas adoro viver, as pessoas. A vida cria esses obstáculos. Ter cuidado não só por mim, pelo próximo", concluiu.

Também presente na conferência de imprensa, o paraguaio Gustavo Gómez não escondeu o "orgulho de jogar e estar na final de uma Libertadores", que é "um sonho para qualquer jogador".

"Quando cá cheguei, o meu maior sonho era isto, conseguir chegar a uma final e poder ganhá-la", comentou.

Abel Ferreira, desde outubro de 2020 no 'verdão', procura no sábado o primeiro título como sénior enquanto treinador, alcançar para o Palmeiras a segunda Taça Libertadores e suceder ao compatriota Jorge Jesus, que venceu em 2019 ao serviço do Flamengo, numa final marcada para as 17:00 locais (20:00 em Lisboa).

*Última atualização às 18h34

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