Na cidade de Vila Real, onde o desporto automóvel é rei este fim de semana, o piloto de MotoGP Miguel Oliveira foi aplaudido e muito procurado por fãs de todas as idades para um autógrafo ou tirar uma ‘selfie’.

O circuito citadino de Vila Real é o palco para a quinta etapa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCR) e hoje, numa sessão de autógrafos que representou o 'pontapé de saída' do evento desportivo, Miguel Oliveira partilhou o protagonismo com os pilotos do WTCR, onde compete o português Tiago Monteiro (Honda Civic).

É que, nesta que é a 51.ª edição do Circuito Internacional de Vila Real, o piloto que milita no Mundial de MotoGP em motociclismo ao serviço da KTM vai trocar as duas pelas quatros rodas e participar na etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade com um carro da Hyundai.

À chegada à praça do município, onde os pilotos do WTCR já estavam a dar autógrafos, Miguel Oliveira foi aplaudido e também muito procurado pelos fãs do desporto motorizado. Autografou pequenas motas, réplicas da sua, postais com a sua foto e tirou muitas fotografias e ‘selfies’.

No final, aos jornalistas, falou sobre o desafio “diferente” que o espera nos próximos três dias.

“Para mim é uma experiência nova correr entre barreiras, estou habituado a escapatórias, mas sim, o espírito competitivo leva-me a querer vir aqui através da Hyundai fazer esta experiência no Campeonato Português de Velocidade, e, obviamente, estou muito entusiasmado para começar os treinos já amanhã [sexta-feira]”, afirmou Miguel Oliveira.

Em 2019, o piloto percorreu o circuito de moto, com aos miúdos da escolinha ‘Oliveira Cup’. Agora, de carro, disse que o circuito “parece um bocadinho mais assustador”.

“Os carros são uma grande paixão, mas neste contexto, com este carro, é a primeira vez que vou conduzir, portanto é simplesmente passar bem o fim de semana, divertir, aproveitar o bom ambiente que se vive aqui e que se respira de desporto motorizado no Norte”, frisou, salientando que, em Vila Real, tem também uma oportunidade de estar “mais próximo” dos fãs, o que não acontece em Portimão, onde o fim de semana é mais competitivo e está mais concentrado.

Em Vila Real, Tiago Monteiro, o piloto do WTCR, está “em casa”. Também por isso os seus muitos fãs esperaram cerca de duas horas numa fila por um autógrafo.

“Muito animado e muito motivado, é muito bom regressar aqui a Vila Real depois de dois anos de paragem e acho que nós, os pilotos, estamos muito excitados e muito motivados para regressar a esta pista incrível, com este ambiente incrível e já percebemos que o público também está muito motivado”, afirmou Tiago Monteiro.

O piloto português disse que correr em Vila Real é “muito intenso”, classificando esta como uma das pistas “mais difíceis do mundo”.

“É verdade, ser rápido aqui é preciso arriscar muito, é preciso estar tudo muito bem controlado, as afinações perfeitas, o carro perfeito, o piloto perfeito e, por isso, é muito difícil”, frisou.

Mas, fora da pista é também “muito intenso”, com “muita gente a pedir atenção, a pedir fotos e autógrafos, a apoiar”, salientou.

Questionado sobre as expectativas para esta época de WTCR, Tiago Monteiro disse serem “mais cautelosas” e que “o início do ano tem sido muito difícil”.

João Rodrigues Mafra, de 17 anos, foi o primeiro na fila para a sessão de autógrafos. Nas mãos trazia uma bandeira de Portugal e um pneu de ‘kart’ que foi autografado pelos pilotos.

“Todos os anos venho cá”, frisou, referindo que os autógrafos que mais queria eram de Tiago Monteiro e de Tom Coronel, aquele que, na sua opinião, “é o piloto que tem mais piada, mais humor” e que “é muito bem recebido em Vila Real apesar de ser estrangeiro”.

Rafael Costa, de 12 anos, também acha o neerlandês Tom Coronel “incrível e fixe com as pessoas”, por isso era este o autógrafo que mais queria.

Ao seu lado, a prima Filipa Paulo disse que prefere Tiago Monteiro, sublinhando que não perde esta competição, até porque a sua varanda tem vista sobre a pista citadina e tem, por isso, a casa cheia durante os dias de corridas.

Tiago Murta, de 12 anos, trouxe uma pequena mota de Miguel Oliveira que foi autografada pelo piloto.

“Vim por causa deles todos, gosto muito deles todos. Por causa da pandemia não foi possível arranjar autógrafos, porque não houve corridas. Valeu a pena estar à espera”, afirmou, garantindo que não vai faltar a nenhum dia do circuito.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse estar “convicto que será um grande fim de semana”.

“A perceção que vamos tendo é que, depois de dois anos de pandemia, as pessoas estão ansiosas por voltar à rua, estão ansiosas por ter aqui os melhores pilotos do mundo, por terem adrenalina”, salientou o autarca.

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