A seleção portuguesa de râguebi enfrenta no sábado, diante da Itália, um teste “duro” e “difícil” ao seu atual momento de forma, no Estádio do Restelo, advertiram dois antigos internacionais portugueses em declarações à agência Lusa.

Vasco Uva e José Pinto foram titulares na última vez que os ‘lobos’ defrontaram os transalpinos, saindo derrotados por 31-5, no Mundial de França2007, e foram unânimes em alertar para as dificuldades que esperam a equipa portuguesa.

“Se jogarem com a equipa toda, vai ser duro. Recentemente apostaram em novos jogadores, estão a fazer uma renovação e têm muito potencial. Acho que vai depender da Itália, que acabou muito bem o torneio das Seis Nações”, com uma vitória no País de Gales, analisou José Pinto.

Eleito ‘man of the match’ no encontro de 2007, Pinto considerou, ainda, que o duelo de sábado será importante “para perceber em que ponto" se encontra o conjunto luso "em comparação com equipas de patamares mais elevados”, enquanto Vasco Uva frisou que “a Itália tem vindo a preparar-se muito bem” para enfrentar os ‘lobos’.

“Estão sempre sob pressão porque a Geórgia quer ocupar o lugar deles [no torneio das Seis Nações] e, por isso, vão entrar em campo para provar que são bastante superiores a todas as equipas do Seis Nações B”, analisou o ‘capitão’ de Portugal no encontro de 2007.

A atual geração de jogadores portugueses, admitiu Uva, “tem mais jogo” do que aquela que saiu derrotada do encontro no Parque dos Príncipes, em Paris, há 15 anos, mas, por outro lado, “a preparação não foi a ideal” para este desafio.

“É um jogo que vem no final da época, com muitos jogadores já com pouco ritmo competitivo. É claro que gostava que fizéssemos um bom resultado, mas vai ser difícil”, analisou.

Ainda sobre o encontro de 2007, Vasco Uva lembrou que, apesar do desaire por 83-0, sofrida menos de um ano antes, os ‘lobos’ acreditavam que podiam “fazer uma surpresa e vingar aquela derrota”, mas “foi pena o ensaio inicial da Itália”, uma vez que “se tivesse sido adiado, se calhar as coisas tinham corrido melhor”.

Por sua vez, José Pinto, que desempenha atualmente as funções de médico do Direito, recordou que Portugal, “apesar de ter perdido por tantos pontos” menos de um ano antes, conseguiu “estar a disputar o jogo durante muito tempo”.

“Isso foi uma das melhores coisas, olhar para trás, para toda a nossa caminhada, e perceber o quanto tínhamos melhorado e evoluído nesse período”, refletiu.

Além disso, ser eleito ‘homem do jogo’ no dia em que o seu adversário direto na posição de médio de formação, Alessandro Troncon, cumpria a 100.º internacionalização pela Itália, teve também “um significado especial” para Pinto.

“Eu já tinha jogado em Itália, quando participei no programa Erasmus, no ano antes. Depois joguei contra eles, correu muito bem e fui mais dois anos para Itália, jogar a nível profissional. Esse jogo e essa prestação acabaram por abrir as portas”, reconheceu o antigo internacional português.

As seleções de râguebi de Portugal e Itália defrontam-se no sábado, no Estádio do Restelo (17:00), pela primeira vez desde 19 de setembro de 2007, data em que Portugal perdeu por 31-5, em Paris, em encontro da terceira jornada do Grupo C do Mundial de França.

As duas seleções têm um histórico de 12 confrontos oficiais, nos quais a seleção portuguesa conseguiu apenas uma vitória, por 9-6, em março de 1973, num encontro disputado em Coimbra, e um inusitado empate 0-0, em Pádua, em fevereiro do ano anterior.

De resto, Portugal perdeu todos os restantes encontros frente aos 'azzurri', incluindo um desaire por 83-0 em L'Áquila, menos de um ano antes de as duas seleções se defrontarem no França2007 e que constitui uma das derrotas mais pesadas de sempre dos 'lobos'.

O encontro de sábado tem ainda a particularidade de ser o primeiro na história do râguebi masculino a ser dirigido por uma equipa de arbitragem totalmente composta por mulheres e liderada pela escocesa Hollie Davidson.

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