O britânico Lewis Hamilton, seis vezes campeão do mundo de Fórmula 1, lembrou hoje que desde os oito anos que está habituado à competição e que a pandemia da covid-19, que suspendeu o campeonato, deixou um “grande vazio”.

“Sinto falta das corridas todos os dias. É a primeira vez desde os oito anos que não começo uma temporada. Quando uma das coisas que mais gostamos de fazer, de repente deixa de existir, isso deixa um grande vazio. Mas, há sempre coisas positivas para aprender destes momentos”, escreveu Hamilton na sua página oficial na rede social Instagram.

Os primeiros 10 Grandes Prémios da temporada de 2020 foram cancelados (Austrália, Mónaco, França) ou adiados (Bahrein, Vietname, China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá) devido ao surto do novo coronavírus, que paralisou praticamente o mundo inteiro, e está agendada que a época arranque finalmente em 05 de julho, na Áustria, numa prova sem a presença do público.

“Neste momento, é tempo de refletir sobre as nossas vidas, os nossos objetivos, as nossas decisões. Que regressemos à normalidade com um maior conhecimento do mundo e que isso sirva para alterar os nossos hábitos e escolhas. Que sejamos todos mais generosos”, concluiu o piloto de 35 anos.

Lewis Hamilton, da Mercedes, sagrou-se campeão em 2008, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 818 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 928 pessoas das 24.027 confirmadas como infetadas, e há 1.357 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

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