O terreno pesado e irregular, um relvado com muita lama no parque das Abadias, na Figueira da Foz, complicou hoje a vitória dos novos campeões nacionais de corta-mato curto, que assinalaram as condições difíceis da prova.

"O terreno apesar de ser muito plano, tornou-se muito pesado por causa de toda a lama que tinha e tivemos algumas dificuldades, até por causa de outros atletas que eram apontados como favoritos", disse à Lusa Paulo Barbosa, no final da prova de quatro quilómetros, disputada no parque localizado no centro da cidade litoral do distrito de Coimbra.

Muito efusivo no final, após ter suplantado por apenas um segundo Nuno Costa, seu colega de equipa, Paulo Barbosa (quinto classificado em 2019) admitiu que a estratégia do Maia passava por controlar a corrida de um dos principais adversários - Samuel Barata, do Benfica, campeão nacional de estrada em título - porque "tudo apontava que era ele que ganhava o corta-mato curto".

"Ajudámo-nos sempre os dois, fico satisfeito de termos sido primeiro e segundo da mesma equipa", disse, por seu turno, Nuno Costa, o novo vice-campeão nacional, que, no campeonato realizado o ano passado não tinha ido além do 15º lugar.

"A estratégia era correr para a equipa, mas também tentar o melhor lugar individual", acrescentou.

Tendo sido uma prova disputada em terreno plano, Nuno Costa admitiu que os concorrentes "vinham a contar com uma prova rápida", o que não aconteceu, face à "dureza" do percurso.

"Tornou-se mais difícil derivado à lama. Mas percebemos que os adversários, quando faltavam 1.500 metros, estavam com alguma dificuldade e aumentámos um pouquinho o ritmo e conseguimos ganhar", observou o atleta do Maia.

Já Mariana Machado, a vencedora da prova feminina, assinalou o "terreno muito irregular" do parque das Abadias e o medo que teve de se lesionar.

"Não estava muito adaptada ao percurso, era muito irregular e tive um bocado de receio de me lesionar, torcer um pé", revelou.

A atleta do Sporting de Braga liderou a corrida do início ao fim, uma estratégia ligada ao estado do terreno: "não era uma decisão que estava tomada, porque eu sou uma atleta muito rápida e não tinha a necessidade de suportar os gastos da corrida. Mas sabia que estava bem, habituada a lutas muito fortes nos 1.500 metros e que o ritmo desta prova ia ser bastante acessível", argumentou Mariana Machado, que venceu o nacional de corta-mato pelo terceiro ano consecutivo.

"Foi acessível e ganhei com alguma vantagem. Estou muito feliz por esta terceira vitória. É um título nacional, sendo este o meu primeiro ano como sénior, sub-23 mas sénior, e é sempre especial, apesar de já o ter ganho como júnior [em 2018 e 2019], afirmou.

O Campeonato Nacional de Corta-Mato Curto decorreu hoje na Figueira da Foz e, além das vitórias individuais de Paulo Barbosa e Mariana Machado, consagrou também, em termos coletivos, o Benfica em masculinos e o Desportivo de Águeda em femininos.

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