O ministro russo do desporto afirmou hoje que as autoridades internacionais devem “virar a página” e anular o castigo imposto ao país de exclusão dos Jogos Olímpicos, devido as questões de doping, em altura da pandemia de COVID-19.

No final do ano passado, numa decisão unânime, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) castigou a Rússia com a exclusão dos Jogos Olímpicos de Verão Tóquio2020, de Inverno Pequim2022 e de todos os campeonatos do Mundo, depois de um relatório ter desvendado que o governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal.

A Rússia apresentou recurso do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que ainda não apresentou qualquer deliberação sobre o castigo.

“O mundo está parado, está isolado, está em casa. Agora, existem outras prioridades e há problemas que passam para segundo plano. A prioridade é o futuro do movimento olímpico e esta sanção prejudica muito isso. É altura de virar a página e a Rússia está disponível para receber e organizar vários eventos internacionais quando isto tudo terminar”, disse Oleg Matytsin.

Em 18 de julho de 2016, a AMA divulgou um relatório, elaborado pelo professor canadiano Richard McLaren, segundo o qual o governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

Segundo o relatório, o esquema abrangeu, entre outros eventos, os Jogos Olímpicos Londres2012 e Sochi2014 (inverno), as Universíadas e os Mundiais de atletismo de 2013.

Desde então, o desporto russo tem sido abalado pelo escândalo, que levou o Comité Olímpico Internacional (COI) a colocar nas mãos das federações de modalidade a decisão de autorizar os atletas a participar nos Jogos Olímpicos Rio2016, mas sob bandeira neutra.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil.

Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 787 mil infetados e mais de 62 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 18.279 óbitos em 143.626 casos confirmados até quarta-feira.

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