A elite do judo português mantém-se em competição com vista ao apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio2020, mas a Federação Portuguesa admite ter muitas dúvidas devido à epidemia do Covid-19.

“Neste momento estamos um pouco às ‘aranhas’. Temos pouca informação, tenho acompanhado mais pela imprensa”, disse à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Judo, Jorge Fernandes.

O dirigente revelou ter pedido informação à Direção Geral de Saúde e a algumas Administrações Regionais de Saúde, não tendo obtido resposta, e que já esta segunda-feira falou com o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo.

“Queríamos saber se há alguma recomendação em relação aos judocas que chegam e àqueles que partem”, explicou o responsável federativo.

Jorge Fernandes indicou ter falado com o secretário de Estado, com quem voltará a falar na terça-feira, mas também com o presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Vítor Pataco.

“Os atletas ligam-me preocupados e não tenho resposta”, explicou o presidente da FPJ, reiterando as suas preocupações em relação às questões relacionadas com o surto do vírus Covid-19.

O dirigente indicou ainda que as seleções fora do apuramento vão deixar de sair para o estrangeiro, falhando competições na Suíça (Taça da Europa) e na Croácia (Taça da Europa de cadetes), em 07 e 08 e março, mas que os olímpicos se mantêm em prova.

Um cenário que deverá levar os judocas ‘internacionais’ lusos ao Grande Prémio de Marrocos, entre 06 e 08 de março.

“Não vamos pôr restrições. Estou à espera que o nosso governo tome uma posição”, adiantou o dirigente, explicando que em França, Croácia ou Suíça os respetivos governos deram recomendações às federações nacionais.

Neste momento, Portugal tem oito judocas em lugar elegível no para Tóquio2020, num apuramento que termina em maio: Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).

O surto de Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 2.900 mortos e infetou mais de 87 mil pessoas, de acordo com dados reportados por 60 países. Das pessoas infetadas, mais de 41 mil recuperaram.

Em Portugal foi esta segunda-feira confirmado um infetado e um outro caso que aguarda uma contraprova através de análise do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).

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