Filipe Martins, que hoje deixou o comando técnico do Real Massamá, referiu que a sua saída do comando técnico do clube estreante na II Liga de futebol se deveu à falta de sorte e de experiência.

O técnico, de 39 anos, explicou, em declarações à agência Lusa, que é complicado trabalhar sobre derrotas e garantiu que não irá candidatar-se a um lugar de treinador que esteja ocupado.

"Os resultados não estavam a aparecer e eu senti que naquele momento tinha que esquecer o meu lado pessoal e pôr o lugar do clube em primeiro. As pessoas sempre me disserem que não eram capazes de me mandar embora e eu só iria embora do clube quando assim o entendesse", começou por contar.

Nas razões que levaram a colocar o lugar à disposição, após três temporadas e meia no Real, Filipe Martins foi claro: “Achei que seria o momento ideal para iniciarem um novo ciclo e tentarem a sorte que tinha faltado".

Ainda assim, o técnico apontou a falta de verbas e de experiência dos seus ex-atletas como outro fator negativo.

"Também nos faltou um pouco de experiência, toda a gente reconheceu isso. Nós fizemos um plantel com o dinheiro que o Real tem e o que foi permitido, que passava por uma equipa muito jovem. Agora, se fosse hoje e pudesse voltar atrás, eu e a direção faríamos as coisas de maneira diferente", revelou.

Com apenas três triunfos, juntamente com cinco empates e 12 desaires num total de 20 encontros, Filipe Martins admitiu que o ambiente de trabalho não era o melhor, insistindo na falta de argumentos perante a maioria dos planteis.

"Tínhamos o orçamento mais baixo desta liga, com menos armas que as outras equipas. Nesse sentido tentaram fazer um esforço para das as condições, mas trabalhar em cima de derrotas é muito complicado", referiu.

Ainda assim, o treinador, que levou o Real Massamá pela primeira vez na sua história a um campeonato profissional, frisou que "irá ficar para sempre ligado" ao clube, desejando que consigam atingir a manutenção na presente temporada.

A terminar, Filipe Martins não escondeu o desagrado por tentarem interferir no seu trabalho e deixou um aviso.

"Não vou ser mais um treinador que vai andar a ligar para os clubes onde os meus colegas estão a trabalhar só porque os resultados não estão a aparecer. Não vou mexer uma palha para treinar absolutamente ninguém. O meu trabalho, apesar de ser muito jovem, as pessoas conhecem e a minha postura no futebol não passa por andar a oferecer-me a clubes que têm treinadores no ativo", garantiu.

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