Um estudo da 'Deloitte Football Money League' revela que os clubes mais ricos da Europa perderam mais de mil milhões de euros até ao final da prolongada temporada de 2019/2020 e que os prejuízos podem ainda subir até aos dois mil milhões.

Os espanhóis do Barcelona continuam a líder a tabela com uma receita de 715 milhões de euros, embora com uma queda de 125 milhões quando comparada com os 840 milhões de 2018/2019.

O Real Madrid ocupa a 2ª posição com 714 milhões de euros de receita (753M em 2018/2019), seguido dos alemães do Bayern de Munique que subiram uma posição em relação ao ano anterior com um encaixe de 634 milhões de euros (660M em 2018/2019).

Em sentido contrário, os ingleses do Manchester United caíram para o 4º lugar com 580 milhões de euros em receita (711M em 2018/2019). A fechar o top-5 surge o Liverpool, que na época transata tinha ficado pela 7º posição. Os reds encaixaram 558 milhões de euros em 2019/2020, menos 45M que no ano anterior.

O Tottenham, treinado por José Mourinho, aparece em nono lugar, com 445,7 milhões, ultrapassado no oitavo lugar que ocupava em 2018/19 pelo vizinho e rival Chelsea (469,7 milhões).

Nos primeiros 10 clubes com mais receitas, nota para a presença de apenas um clube italiano, a Juventus de Cristiano Ronaldo, no 10.º posto, com 397,9 milhões de euros, abaixo do representante francês Paris Saint-Germain, sétimo com 540,6 milhões.

O top 20, de resto, inclui apenas dois novos clubes, o Zenit, um dos poucos clubes que cresceu na época e que somou 236,5 milhões de euros, e os alemães do Eintracht Frankfurt, com 174 milhões.

O Benfica foi o clube português que mais lucrou na temporada 2019/2020: os encarnados ocupam a 23ª posição do ranking com 170 milhões de euros em receitas. Os lisboetas sobem uma posição face a 2018/19, mas nesse ano tinham registado receitas de 197,7 milhões de euros, perdendo cerca de 27 milhões em receitas.

De fora do top 30 está o FC Porto, que era 29.º em 2018/19, com uma receita calculada em 176,2 milhões, mas na 24.ª edição do relatório está ausente. O 30.º clube, o AC Milan, faturou 148,5 milhões, pelo que a quebra nas receitas fica patente.

No top-30, só os russos do Zenit, no 15.º posto, o Benfica e os holandeses do Ajax (27.º) representam campeonatos de fora dos chamados ‘big five’: Inglaterra, Espanha, França, Alemanha e Itália, e todos são emblemas europeus.

No geral, os 20 clubes com as maiores receitas geraram um total combinado de 8,2 mil milhões de euros, menos 1,1 mil milhões do que na época anterior, uma contração de 12%.

A queda mais substancial prende-se com direitos de transmissão, que tiraram 937 milhões de euros às contas dos clubes devido ao adiamento de pagamentos no ano financeiro, com a segunda metade da temporada com uma interrupção de vários meses nos campeonatos.

Apesar de um crescimento de 3%, ou 105 milhões de euros, em receitas comerciais, também a queda de receitas de dia de jogo, de 17% (257 milhões) se fez sentir, com os clubes a retomarem as competições à porta fechada.

"Estimamos que os clubes da ‘Money League' acabem a perder mais de dois mil milhões de euros em receitas até ao final da temporada 2020/21, incluindo montantes relativos ainda a 2018/19", pode ler-se no estudo, que atribui estas perdas à covid-19, que limitou o retorno aos estádios, alterou as dinâmicas de negociação dos direitos de transmissão televisiva e afetou a tendência de crescimento dos clubes.

A Deloitte olhou ainda para o futebol feminino, constatando que 18 das 20 equipas com mais receitas a nível global têm uma equipa, ainda que apenas oito, menos de metade, tenham um patrocinador dedicado nas camisolas, o que configura "um potencial de crescimento substancial".

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