Dele foi dito que era o jogador invisível, mas há muito que perdeu este cognome. É dos médios que mais participa nos golos da sua equipa nos principais campeonatos. É é o rei das assistências na Liga: leva 19, contra as 13 de Bruno Fernandes.

No 4-4-2 de Bruno Lage, o médio de 29 pontos sentiu-se como 'peixe na água'. A utilização de duas pedras defensivas no miolo, deram azo a que Pizzi, sem tantas preocupações defensivas, pudesse soltar-se e aparecer, com maior evidência, em zonas de finalização.

O resultados estão à vista: 13 remates certeiros para o centrocampista encarnado na I Liga.

Pizzi bisou no trunfo do Benfica em Braga

Superou o número de golos de 2016/2017 e está em 33% dos 96 golos apontados pelas 'águias'. É um jogador que por vezes passa despercebido aos olhos dos adeptos, devido a alguma falta de agressividade. Destaca-se sim, pela capacidade de ler o jogo, pela precisão do passe, inteligência e disciplina dentro de campo. Um imprescindível de Bruno Lage e um dos obreiros do 37 do Benfica.

Seferovic , o goleador inesperado

De forma mais inesperada houve outro jogador que ganhou um peculiar protagonismo com a chegada de Bruno Lage. É ele Haris Seferovic. Sem espaço no início da época com Rui Vitória, acabou por ser decisivo logo à 7.ª jornada, apontando o único golo do triunfo no clássico frente ao FC Porto.

A pouco e pouco, e com o recuperar da confiança, foi caindo no goto dos adeptos. Com a entrada de Bruno Lage, o dianteiro ganhou um fulgor que ainda não se tinha sido visto para os lados da luz.

Quando se perspectivava o início da temporada, não se antevia grande futuro para o helvético. Ferreyra, Castillo e Jonas partiam aparentemente na dianteira para ocupar a posição de ponta de lança. Com o sistema adoptado por Rui Vitória, em que pontificava apenas um avançado na frente, reduzia-se o espaço de manobra do suíço. Tudo mudou com o 4-4-2 de Bruno Lage. Passou de quarta opção a indiscutível.

Seferovic não é um tecnicista, e por aí não pode competir com a classe de outros jogadores como  Jonas. O suíço conseguiu impor-se pela abnegação e pela forma como disputa cada lance.

Nunca será um portento de técnica, mas tornou-se numa autêntica máquina de fazer golos, fazendo-se valer da sua capacidade física e velocidade.

Cresceu muito na segunda metade do campeonato e tomou para si a liderança dos melhores marcadores, apontado o golo 100 do Benfica, bisando no jogo do título frente ao Santa Clara e chegando aos 23 golos no campeonato.

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