O Marítimo celebrou na segunda-feira os 45 anos da primeira subida ao patamar mais alto do futebol português, num jantar que juntou vários atletas e o treinador do feito alcançado em 1977.

Em 15 de maio de 1977, o Marítimo entrou em campo para defrontar o Olhanense, na última jornada do Campeonato da II Divisão, zona Sul, precisando apenas de um empate.

Na maior enchente registada no estádio dos Barreiros, cerca de 25 mil adeptos, os ‘verde rubros’ venceram por 4-0, tornando-se na primeira equipa insular a ascender à I Divisão, registando desde então 42 presenças.

O presidente do emblema madeirense, Rui Fontes, mostrou-se “feliz e satisfeito por comemorar a história do Marítimo”, relembrando que a subida ao principal escalão “permitiu que o futebol madeirense evoluísse muito”.

“O ambiente nos dias que se seguiram foi de loucura, nunca vi coisa igual. Foi o dia mais emotivo na vida do Marítimo recente, naturalmente, quando fomos campeões de Portugal (1926) deve ter sido uma grande festa”, destacou o dirigente ‘verde rubro’, que há data tinha 25 anos.

Foi decretada tolerância de ponto no dia seguinte [16 de maio de 1977] pelo então presidente do Governo Regional da Madeira, Jaime de Ornelas Camacho.

Para Jorge Amaral, que ocupava os postes da baliza madeirense “foi muito gratificante” poder rever, passados 45 anos, os antigos colegas de equipa e voltar a viver tudo outra vez através da partilha de histórias que “passado este tempo todo ainda estão bem gravadas na memória”.

“Foi como um título europeu o que vivemos aqui. Foi indescritível”, reforçou o antigo guarda-redes, que foi campeão europeu pelo FC Porto em 1987, juntamente com Eduardo Luís que também integrava na altura do feito da subida a equipa maritimista.

O antigo defesa, natural de Loures, representou também o Benfica e Rio Ave, tendo regressado à Madeira para poder marcar presença no jantar que teve lugar na tribuna presidencial do Estádio do Marítimo.

Eduardo Luís garante que a equipa sabia que tinha valor para subir à I Divisão e que esse era o objetivo do seu regresso, pela segunda vez, ao emblema madeirense.

Quanto ao derradeiro embate na última ronda, enalteceu o jogo extraordinário levado a cabo pelos ‘leões do Almirante Reis’.

“O resultado 4-0 não provocou, penso eu, ataques cardíacos, mas os golos provocaram invasões de campo pacificas. Recordo com carinho o encontro com as pessoas no final do jogo, os abraços fraternais, o sentimento de dever cumprido”, reforçou o antigo futebolista.

O treinador que orientou os ‘leões’ da Madeira até ao escalão principal, Pedro Gomes, também regressou à ‘Pérola do Atlântico’ para as comemorações e revelou que tem “muita fé e esperança que o Marítimo vá outra vez à Liga Europa e que a vença”.

Visivelmente emocionado, o antigo técnico, natural de Torres Novas, garantiu ainda que apesar de exigente "não era um líder para oprimir os jogadores, eles é que faziam de si um líder".

Sobre a situação atual do emblema que se mantêm há 37 anos consecutivos na I Liga, Jorge Amaral garantiu que o plantel de 1976/77 deu “o primeiro passo para que esta fosse agora a realidade do Marítimo, que felizmente conseguiu se impor e alcançar uma posição estável na I Divisão”.

A cerimónia contou com mais dois momentos: uma homenagem à equipa de atletismo que no mesmo dia, 15 de maio de 1977, conquistou o título nacional da III Divisão Nacional, e ainda um reconhecimento à equipa de juniores que ascendeu na presente temporada à I Divisão de futebol.

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