Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD do Benfica, analisou o próximo mercado de transferências, garantindo que os encarnados "não estão obrigados a vender", referindo-se ao crescente interesse de vários clubes em Darwin.

"Não vale a pena discutir quem serão os atletas a ser vendidos nem por que valores, não sabemos quais são as ofertas que chegarão ao Benfica. Não nos sentimos obrigados a vender o jogador A ou o jogador B, mas é verdade que os clubes portugueses precisam de vender jogadores para continuarem a apostar no desenvolvimento", indicou o dirigente, na sessão especial de mercado na Euronext Lisbon.

"Conseguimos gerar uma situação economia positiva nos últimos dez anos. Neste momento os indicadores que temos são muito positivos em termos de receitas e isso dá-nos mais conforto para não sermos obrigados a aceitar uma oferta", acrescentou.

Domingos Soares Oliveira nota ainda que o empréstimo obrigacionista da Benfica SAD, no montante de 60 milhões de euros, permitirá ao clube alcançar força para o mercado de transferências.

"Ficamos com uma postura no mercado mais confortável. Não vamos discutir os atletas, nem os valores. Não sabemos as ofertas que nos vão chegar. Mas é óbvio que sentimos maior conforto para não aceitar uma qualquer oferta, se considerarmos que não tem o justo valor", explicou.

Ainda assim, Soares de Oliveira vincou que "os objetivos em termos de mercado [de transferências] nunca estiveram condicionados pelo aumento da emissão", depois de já ter assinalado que o clube da Luz, no que toca à equipa principal de futebol, depois de uma época sem títulos, ficou com "capacidade de ter mais meios para corresponder às expectativas" dos adeptos, após esta operação no mercado de dívida.

"Vamos estar atentos ao mercado, como temos estado", disse Soares de Oliveira, numa iniciativa que contou com a presença do presidente do clube, Rui Costa, que deixou o 'palco' para o responsável pelas finanças da Benfica SAD.

O empréstimo obrigacionista da Benfica SAD, no montante de 60 ME contou com uma procura de 88,5 ME, atraindo 4.576 investidores.

A operação, que oferece uma taxa de juro bruta de 4,6%, tinha um valor global inicial de 40 ME, mas, face à forte procura dos investidores (1,47 vezes acima da oferta), foi aumentada para 60 ME, a segunda maior de sempre das ‘águias’.

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