Sérgio Conceição fez, ao início desta tarde, a antevisão do jogo com o Portimonense, da 5.ª jornada da I Liga. O técnico do FC Porto comentou as situações clínicas do plantel, explicou as situações de Saravia e Aboubaar, o fecho do mercado e ainda o despedimento precoce de vários treinadores neste início de época.

FC Porto ganha sempre ao Portimonense: "Cada jogo tem a sua história e aquilo que foi o passado recente das equipas não interfere nada. Queremos dar continuidade ao que temos feito, temos de olhar e perceber que adversário teremos pela frente, trabalhar nesse sentido, preocupados com a nossa equipa, mas olhando para o potencial do Portimonense. É assim que trabalhamos. Seja o Portimonense ou outra equipa qualquer."

Pausa para seleções quando o FC Porto estava numa boa fase: "Estas pausas já estão estipuladas desde o início da época. Antecipadamente, sabemos e percebemos o que temos que fazer e como trabalhar. Aproveitámos para a observação de jovens e isso é importante. Trabalhamos com a formação e com os que ficam, que não são muitos. Isso é um aspeto positivo para o FC Porto, que está habituado a ter jogadores nas seleções. Ouvi esta semana Jaime Pacheco, que ouço sempre com agrado, dizer que os treinadores se queixam de seleções, mas é bom bom é ter jogadores na seleção. Estou completamente de acordo com ele. As equipas grandes têm essa particularidade. Mas também é verdade é que estes jogadores fazem uma quantidade de quilómetros e isso que pode interferir. Por um lado, é bom ter a qualidade de jogadores de seleção, por outro, há esse cansaço e trabalho em dinâmicas diferentes, o que faz com que haja algumas diferenças no retomar e no foco no trabalho no clube. Situações que acabam por ser difíceis. Não é nenhuma novidade, mas percebi que, por estes três dias em que trabalhei com os regressados, essa é a dificuldade."

Conceição é o treinador há mais tempo numa equipa na I Liga: "O primeiro comentário que me vem à cabeça é agradecer ao meu presidente. Sinceramente não gosto de ver colegas meu com tão pouco tempo de trabalho a saírem. Quando um treinador entra, temos a mania de falar dos projetos, mas os projetos são os resultados. Há sempre alguém que paga a fatura e normalmente somos nós, treinadores."

Fecho de mercado e nenhuma saída: "Estávamos sujeitos a saídas, houve abordagens a alguns jogadores. Acabei por ficar contente por toda a gente ficar e poder trabalhar até janeiro com tranquilidade."

Aboubakar sem condições físicas: "A condição física dele obviamente não é a melhor depois de uma paragem de sete meses, é normal. Mas está a tentar fazer de tudo para melhorar e nós, o FC Porto, estamos a fazer de tudo para que, o mais rapidamente possível, tenhamos o Aboubakar de antes em termos físicos. Depois de sete meses de paragem não é fácil. É normal fazer a travessia no deserto até voltar aos níveis físicos que tinha. É uma questão de tempo."

Saravia com poucos minutos: "Há sempre trabalho a fazer, ficando com menos jogadores [devido à paragem de seleções], apesar de já ter dito que promovo algumas subidas, de jogadores que estão na equipa B e alguns dos sub-19, há sempre trabalho específico a fazer. O Saravia tem situações que tem de melhorar. São situações trabalhadas, que independentemente de serem mais ou menos fortes dentro das suas características, trabalhamos sempre de forma individual, por sectores, ou englobando a equipa toda. Não nos preocupamos exclusivamente com um jogador para se adaptar, trabalhamos de forma global e essa adaptação começa a ser notada à medida que o tempo vai passando."

O Portimonense-FC Porto, da 5.ª jornada da I Liga, está marcado para às 18h00 deste domingo.

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