O Benfica regressa aos relvados esta quinta-feira (19h15), com a receção ao Tondela, no Estádio da Luz. Na antevisão à partida, Bruno Lage falou do momento "inédito" que o futebol atravessa e recordou o encontro com um adepto para refletir sobre os jogos à porta fechada.

Paragem do futebol: "É tudo inédito. Quer a paragem e também o tempo de paragem, porque é muito maior do que aquilo que é normal. O jogo, perspetivar o que poderá o adversário fazer e o facto de jogar no Estádio da Luz sem os seus adeptos. Um estádio tão bonito sem os seus adeptos é como jogar sem a alma e aquilo que representa o Benfica."

Tondela: "Estes três meses foram um período de imenso trabalho para toda a gente., no sentido de evoluir e de preparação para o regresso. Sabíamos que o regresso seria contra um adversário competente que tanto pode jogar com uma linha de cinco ou em 4x3x3. Já o jogo da primeira volta foi muito difícil. Queremos ter uma reentrada muito forte, foi nisso que nos focámos. Preparámo-nos para tudo. Fizemos treino-jogo na Luz para os jogadores se ambientarem, fomos a todos os detalhes e pormenores. Treinámos inclusive à hora do jogo. A resposta tem de ser dada a pensar nos adeptos que não estão lá, mas estão a ver-nos."

Futebol sem adeptos: "Vou contar esta história. Cruzei-me recentemente com um adepto e trocámos duas ou três palavras e a última parte foi sobre isso. O sentimento que tenho de passar enquanto treinador... não há forma de preparar um jogo sem a massa humana e alma dos adeptos do Benfica. A conversa deixou-me com mais energia. O senhor disse-me: 'Não vamos estar lá fisicamente, mas vamos estar de coração'. É isso que a equipa tem de sentir. É um excelente iniciativa os adeptos poderem contribuir ao enviar os seus cachecóis".

De que sentiu mais falta? "Foi de trabalhar diariamente com os jogadores. É difícil explicar quando se tem esta vida durante 20 anos. Foi realmente o que me fez mais falta."

Paragem foi benéfica para o Benfica? "Esta paragem nunca pode ser visto como boa. Mas em termos pessoais podemos tirar alguma coisa de positivo, neste caso foi o facto de privar com o meu filho diariamente. Foram três meses de contacto diário, de aprendizagem, acho que esse foi o único ponto positivo do que aconteceu. Em fevereiro não tivemos um bom registo, deveríamos ter feito mais e melhor. Se foi benéfico ou não, temos é de amanhã fazer uma boa reentrada. Neste momento considerar os nossos adeptos como a nossa alma, dá motivos aos jogadores para vencer."

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