O antigo futebolista do Benfica António Simões afirmou que o clube é o principal vencedor com a afluência dos sócios às urnas nas eleições de hoje, mostrando-se sensibilizado com a “manifestação de benfiquismo e civismo”.

“Eu vim aqui com um ato de liberdade e um direito que me assiste, de votar na pessoa que me parece a mais indicada neste momento. Se não vencer, o que quero é que o Benfica ganhe, mas que ganhe dentro do respeito, da dignidade e da história que eu e outros fizemos. O mais importante é perceber que quem ganha com isto tudo é o clube”, apontou o campeão europeu de futebol pelo clube da Luz em 1961/62.

As eleições de hoje para a presidência do Benfica bateram já o recorde histórico das mais votadas de sempre, com 27.417 votantes até às 19:22 e quando as urnas encerram apenas as 22:00.

A pouco menos de quatro horas do fecho, a votação superou o anterior maior registo, alcançado em 2012, com 22.676 eleitores, quando o atual presidente, Luís Filipe Vieira, derrotou o juiz Rui Rangel, com uma preferência de 83,02 por cento dos votos.

António Simões, apoiante do candidato pela lista B João Noronha Lopes, tem “esperança que haja mudança” e entende que a adesão dos sócios acontece por uma de duas opções: “Uma preocupação excessiva e uma mobilização de grande preocupação por parte de quem está, ou a mobilização de quem tem vontade de mudar e aparece em massa”.

A ‘glória’ do clube lisboeta, de 76 anos, expressou que todos são “livres de dar opinião” e que tanto ele, “como o jovem Bernardo Silva”, se enquadram na “fatia de gente que não tem medo de dar a sua opinião”.

“Não há dúvida nenhuma que a noite de hoje revela essa força extraordinária do clube, com uma atitude cívica, de paz, de compreensão, de tolerância, porque não temos de ser todos iguais, não temos de votar todos no mesmo”, frisou.

O Benfica elege hoje o novo presidente do clube, numas eleições em que Luís Filipe Vieira se candidata a um sexto mandato, frente a João Noronha Lopes e Rui Gomes da Silva.

As eleições, que decorrem no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa, entre as 08:00 e as 22:00, e em 24 casas do clube, vão definir os órgãos sociais para o quadriénio de 2020/2024, e estão entre as mais concorridas de sempre.

Na história do clube é apenas a sétima vez que concorrem três listas à liderança, e apenas não existe o recorde de quatro porque a candidatura da lista C, encabeçada por Luís Miguel David, e proposta por Bruno Costa Carvalho, se retirou.

Hoje, os benfiquistas vão escolher entre a lista A de Luís Filipe Vieira, de 71 anos, o presidente em exercício e a pessoa com mais tempo na liderança do Benfica, há 17 anos, desde 2003, e os antigos vice-presidentes Noronha Lopes (lista B) e Rui Gomes da Silva (lista D).

O sufrágio de hoje - que manterá Luís Filipe Vieira como 33.º presidente ou elegerá um 34.º, entre Noronha Lopes e Gomes da Silva - será feito por voto eletrónico, num ato antecipado em dois dias, devido à proibição de circulação de pessoas entre concelhos, como medida de combate à pandemia de covid-19.

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