Por esta altura já devia estar tudo pronto para o reinício da Liga, agendada para o próximo da 03 de junho, mas ainda há várias questões a resolver. Uma delas, com peso na prova, tem a ver com a regra das cinco substituições, aprovada pela FIFA para a ajudar as equipas no pós COVID-19.

A regra foi aprovada pela direção da Liga de Clubes, após consultar os 18 clubes da Primeira Liga. Todos aceitaram a mesma, numa votação por email mas há um perigo: é obrigatório uma Assembleia-geral para que a votação seja legal. Diz o jornal 'O Jogo' na sua edição desta sexta-feira que Benfica e Marítimo levantaram a questão da legalidade, pelo que a prova corre sérios riscos de ser impugnada.

A próxima Assembleia-gera da Liga está agendada para o dia 09 de junho, já com a prova a decorrer. Até lá, não será possível realizar um AG extraordinária já que o Governo não autoriza reuniões com mais de dez participantes antes do início de junho. A questão podia ser resolvida com a presença virtual numa reunião mas há clubes que estão reticentes em votar por videoconferência, uma vez que assim o seu voto deixaria de ser secreto, escreve aquele matutino desportivo.

Diz a mesma fonte que quando a Liga pediu a opinião dos clubes, via email, sobre a adopção das cinco substituições, entendeu as 18 respostas positivas como sendo suficientes para avançar com a medida possibilidade pelo IFAB (Internacional Football Association Board) para este final de época, pelo que a mesma seria ratificada, à posteriori, na assembleia marcada para 9 de junho.

Neste momento, o sim dado por email não tem validade jurídica. Diz o jornal 'O Jogo', que a solução poderá passar por um declaração clarificadora, ou seja, a assinatura das administrações das 18 sociedades desportivas.

A Liga deverá pronunciar-se sobre o tema esta sexta-feira.

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