Encaixe perfeito de duas ideias de jogo similares. Um duelo de esquemas, com três defesas a atacar, cinco a defender. Como desencaixar então estas duas equipas e criar espaços onde eles não existiam? Pior, para o Sporting, a noite não era de inspiração. A hora tardia a que se iniciou o jogo parece ter feito mal aos jogadores leoninos, que foram durante grande parte do jogo demasiado erráticos. Oportunidades dignas desse registo na primeira parte nem vê-las, com exceção da entrada mais fulgurante, mas meio atabalhoada dos leões nos primeiros minutos.

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As 21h45 de quarta-feira era a hora marcada para os verdes e brancos acertarem calendário e tentarem isolar-se no segundo lugar. Mas fácil falar do que executar... O encontro frente ao Gil Vicente acabou por ser um valente quebra-cabeças chinês para a equipa técnica do Sporting, numa noite em que imperou um autêntico deserto de ideias na produção ofensiva dos leões.  Acabaram por ser as substituições na segunda parte que perturbaram aquela que tinha sido até então uma lição tão bem estudada por parte do conjunto de Rui Almeida.

Amorim nada mudou na equipa e continua a 'teimar' em jogar com um falso nove, com Jovane neste jogo a ser o preferido para assumir essa posição mais central no ataque, ladeado por Pedro Gonçalves e Nuno Santos. As deambulações ofensivas dos leões esbarraram quase sempre na impenetrável muralha gilista, com os comandados de Rui Almeida a estarem também muito fortes no capítulo da recuperação de bola. O esférico foi concedido aos leões, mas os donos da casa não souberam muitas vezes o que fazer com ela, recorrendo em diversas ocasiões ao jogo aéreo. Com poucas possibilidades para penetrar na área do Gil, muita vezes o Sporting via-se obrigado a recorrer ao remate de meia distância, tentando criar perigo, sem sucesso, também em lances de bola parada.

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No segundo tempo manteve-se a toada. Percebendo que o encontro estava demasiado amarrado e com o leão inofensivo no último terço, a equipa visitante cresceu nos primeiros minutos do segundo tempo e Talocha na marcação de um livre colocou a bola para Lucas Mineiro fazer o primeiro golo da noite.

Sentia-se que o jogo poderia fugir ao Sporting. Amorim não demorou muito tempo a reagir, lançando primeiro Sporar e Tiago Tomás. Mais tarde foi Daniel Bragança. Mesmo com as alterações, o Sporting demonstrava dificuldades em criar perigo e continuava a patentear dentro de campo uma exibição cinzenta. Contudo, o Gil Vicente acabou por deixar fugir o encontro nos minutos finais. Sporar fez o empate desviando de cabeça uma assistência de Nuno Santos. Pouco depois, os três homens que entraram construíram o golo da reviravolta, com Tiago Tomás a dar o toque final após assistência sublime de Daniel Bragança. Já com o Gil Vicente de braços caídos, Pedro Gonçalves transformou o terceiro da noite. O resultado acaba por ser enganador, a equipa de Barcelos porventura merecia outra sorte. Mas é assim a equipa grande que o Sporting quer voltar a ser. Pode por vezes não apresentar o melhor futebol, mas tem que somar os três pontos.

Momento

O Sporting vira o resultado em dois minutos, fruto da entrada de três homens em campo: Daniel Bragança, Sporar e Tiago Tomás. No lance que originou a remontada, o esloveno temporizou, Bragança assistiu de forma sublime e Tomás desviou para a baliza como avançado com A grande.

Melhores

Sporar

Esticou o jogo e deu mais acutilância ao ataque. Tem mostrado a Amorim que merece mais minutos e quem sabe a titularidade. Não é o falso 9 que Amorim queria, neste modelo de jogo, mas coloca em sentido as defesas adversárias. Deixou marca no jogo com o golo do empate e está no tento da reviravolta.

Gil Vicente

Quase conseguia sair de Alvalade com os três pontos. A equipa de Rui Almeida teve o antídoto certo para travar  a forma de jogar de Amorim, mas não conseguiu fechar a baliza nos minutos finais.

Piores

Jovane Cabral

Apareceu novamente desinspirado. Não se deu muito ao jogo e não parece ser o jogador certo para a posição que Rúben Amorim pretende.

Reações

Rúben Amorim: "Ganhámos como uma equipa e não jogámos como uma equipa grande"

Rui Almeida: "É inglório não levar pontos quando parecia que até íamos levar três"

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