Os clubes da Liga Inglesa estão a pensar em parar a Premier League por duas semanas, com receio de mais casos de COVID-19. A notícia é do jornal 'The Telegraph'.

Diz aquela fonte que o adiamento do Manchester City-Everton, devido ao surto de COVID-19 nos 'citizens', deixou preocupado os emblemas da Premier League. O jornal escreve que os clubes já estão em conversações, de modo a tomar medidas para evitar a propagação do vírus. A descoberta de uma nova estirpe do vírus no Reino Unido é outra das preocupações dos representantes dos clubes.

Além do Manchester City-Everton, da Premier League, foram adiadas nove jogos das divisões inferiores devido aos muitos casos de COVID-19. Há receios que alguns jogos da Taça de Inglaterra, marcados para a próxima semana, também sejam adiados face a nova vaga de COVID-19.

Esta terça-feira, a Premier League anunciou que foram detetados 18 novos casos de COVID-19 na bateria de testes realizada junto dos clubes do escalão principal do futebol inglês, entre 21 e 27 de dezembro. É o maior número de infeções pelo novo coronavírus identificadas entre jogadores das equipas da prova desde o retomar da competição, superando os 16 que tinham sido registados entre 9 e 15 do passado mês de novembro.

No comunicado, publicado nas suas plataformas digitais, os responsáveis pela organização da Premier League sublinham que "os jogadores ou funcionários dos clubes que testaram positivo irão ficar em isolamento profilático durante um período de dez dias".

A mesma nota acrescenta que não serão revelados pelo organismo quem são os infetados e quais os clubes a que pertendem. "A Premier League providencia esta informação agregada para propósitos da integridade e da transparência da competição. Não será providenciado qualquer detalhe específico quanto aos clubes ou indivíduos, e os resultados serão tornados públicos após cada ronda de testes", termina.

O Reino Unido registou 53.135 casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário superior em 28% ao valor da véspera, bem como 414 mortes, informou esta terça-feira o Ministério da Saúde. Na segunda-feira tinham sido notificados 41.385 novos casos confirmados, o recorde anterior desde o início da pandemia a primeira vez em que o número subiu acima de 40.000, e 357 mortes.

A conselheira médica chefe da direção geral de Saúde de Inglaterra (Public Health England) disse, num comunicado, que estes números elevados incluem algumas das infeções registadas durante o período festivo do Natal, quando aumentou o contacto social em reuniões familiares.

O número de infetados com COVID-19 hospitalizados em Inglaterra ultrapassou esta semana o registado no pico da primeira vaga da pandemia, em abril, atingindo na segunda-feira as 20.426 pessoas. Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte não atualizam os dados há uma semana.

O recorde de hospitalizados com COVID-19 tinha sido registado em 12 de abril, quando 18.974 pessoas se encontravam nos serviços de saúde devido ao novo coronavírus.
Segundo as autoridades britânicas, a razão para este novo recorde de doentes é a nova estirpe do coronavírus, identificada inicialmente no sudeste da Inglaterra, mas que se tem espalhado pelo país, apesar de quase metade da população estar sob fortes restrições de movimento.

No total, 2.382.865 de pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus no Reino Unido, das quais mais de 71.567 morreram.

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