Até ao último jogo! Vai ser assim a discussão do título de campeão da Premier League 2021/22, com Manchester City e Liverpool num autêntico duelo de titãs até ao fim pelo ceptro, que será atribuído este domingo, a partir das 16h00. Uma coisa é certa: Portugal vai ter razões para festejar, seja por Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva, seja por Diogo Jota.

'Cityzens' só dependem de si

O City parte em vantagem e só depende de si. Na classificação, a formação orientada por Pep Guardiola entra para esta 38.ª e última jornada com 90 pontos, mais um do que o Liverpool. Quer isto dizer que os 'cityzens' só dependem de si para se sagrarem bicampeões: uma vitória nesta derradeira ronda, em que recebem o Aston Villa, e o título é seu, independentemente do que o Liverpool fizer na receção ao Wolverhampton.

Mas o City até pode nem precisar de ganhar. Basta-lhe, na prática, fazer um resultado idêntico ao do Liverpool. E mesmo perdendo o City pode sagrar-se campeão, se o Liverpool não ganhar. Isto porque, para além do ponto de vantagem, os de Manchester têm também seis golos de vantagem no 'goal avarege' (diferença entre golos marcados e sofridos na prova), primeiro critério de desempate da Premier League.

Quanto ao Liverpool, ainda sonha mas, para recuperar o título perdido na temporada passada para os azuis de Manchester, terá de vencer o Wolves de Bruno Lage e esperar por um deslize do City ante os 'Villains'. Para tal, esperam contar com a ajuda de uma lenda do clube…

Gerrard pode 'oferecer' ao Liverpool o título de campeão que nunca conquistou em Anfield

É que o atual treinador do Aston Villa, atual 14.º classificado e já com pouco em jogo para além do orgulho nesta última jornada, é nada mais nada menos do que Steven Gerrard, talvez o mais lendário jogador dos 'reds' no século XXI. Aapesar de ter conquistado duas Ligas dos Campeões (entre vários outros troféus) pelo clube de Anfield,  Gerrard nunca o ajudou a conquistar a Premier League.

Manchester City vs Liverpool
Mo Salah e João Cancelo créditos: Paul ELLIS / AFP

Agora, ao leme dos 'Villains', Gerrard poderá redimir-se dessa lacuna e ajudar o 'seu' Liverpool a conquistar o título de campeão inglês que nunca ergueu. Esteve muito perto de o conseguir em 2013/14, mas uma infeliz escorregadela num embate decisivo com o Chelsea impediu os 'Reds'  de colocarem nessa temporada ponto final na longa seca de títulos de campeão inglês que então atravessavam e que só chegou ao fim com Jurgen Klopp como treinador e já sem Gerrard no plantel.

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Na altura, Gerrard escorregou no seio meio-campo, perdeu a bola para Demba Ba que correu para a baliza e marcou, derrotando assim o Liverpool que, mais uma vez, ficaram sem o título.

Um cenário improvável que pode ditar um jogo de desempate pelo título

Algumas linhas acima escrevemos que o Liverpool só será campeão se ganhar ao Wolverhampton e o City não ganhar ao Aston Villa. Mas a verdade não é bem assim!

Há, de facto, um cenário que 'esquecemos', por parecer totalmente improvável, mas que, como o futebol é futebol e, por vezes (não tão poucas como isso), traz histórias dessas, não podemos deixar de referir.

Passamos a explicar: em Inglaterra, o primeiro critério de desempate em caso de igualdade pontual é, como já referimos, a diferença de golos. E também aí o Manchester City leva vantagem de (+72 contra +66 do Liverpool). O segundo critério são os golos marcados e os Cityzens também 'lideram' (96 contra 91). Mas se, por algum absurdo do acaso, o Manchester City perder por 6-0 e o Liverpool empatar 5-5 com o Wolverhampton, as duas equipas terminariam empatadas em todos os critérios de desempate: pontos, diferença de golos, golos marcados.

Se tal se verificar, o título terá de ser decidido num play-off, de jogo único, disputado em campo neutro. Muito pouco provável, é certo. Mas não deixaria de ser uma história para a posteridade…

Ainda falta decidir quem acompanha Norwich e Watford para o Championship

Além da batalha pelo título, há outras que irão decorrer na derradeira ronda da Premier League. Para já, falta decidir quem fica com o terceiro lugar. Ao empatar com o Leicester na quinta-feira, o Chelsea (71 pontos) perdeu a oportunidade de selar já o 3.º posto.

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Na última ronda recebe o já despromovido Watford, o Tottenham (68 pontos) joga em casa do também despromovido Norwich City. Mas os Blues tem larguíssima vantagem na diferença de golos (+48 contra +24), o primeiro critério de desempate, pelo que só uma hecatombe irá roubar-lhes o terceiro posto.

O próprio Tottenham ainda não segurou o quarto posto. Tem dois pontos de vantagem sobre o Arsenal, equipa que perdeu a vantagem de quatro pontos (duas derrotas seguidas, contra duas vitórias dos Spurs, uma delas diante dos Gunners) que tinha sobre o rival londrino. A equipa de António Conte pode até empatar que garante o quarto posto,  o último lugar de Champions já que empatariam em pontos  (69) mas tem grande vantagem na diferença de golos diante do Arsenal (+24 contra +9).

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O Manchester United, sexto com 58 pontos, terá de vencer em casa do Crystal Palace para garantir o último posto de acesso à Liga Europa, caso contrário cairá para a Liga Conference. A equipa de Diogo Dalot, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo tem dois pontos de vantagem sobre o West Ham (joga em casa do Brighton) mas tem desvantagem na diferença de golos (+1 contra +11).

A última equipa a descer será Leeds ou Burnley. Os dois conjuntos têm 35 pontos, mas a vantagem em caso de empate é dos 'clarets' (-18 contra -38 do Leeds). O Leeds termina a época em casa do Brentford, o Burnley recebe o Newcastle.

Uma coisa é certa: emoção não faltará na derradeira jornada da Premier League.

Há 10 anos, o Manchester City colocou um ponto final numa 'seca' de 44 anos sem vencer a prova, ao bater o Queens Park Rangers por 2-1, com dois golos nos descontos e festejou um dos títulos mais fantásticos dos últimos anos. Os 'cityzens' estiveram a perder, empataram aos 92 e, aos 94, Balotelli serviu Aguero para o 2-1 final, que deu o campeonato ao Manchester City. Os Cityzens terminaram com os mesmos pontos do Manchester United mas com vantagem na diferença de golos.

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