Richard Mawson, adepto incondicional do Liverpool, de 70 anos foi uma das vítimas mortais que a COVID-19 fez no Reino Unido. A família considera que a morte esteve relacionada com a realização o Liverpool-Atlético de Madrid, autorizado pelo Governo Britânico.

"Obviamente que o coronavirus já andava por aí. Quando tens o teu governo a dizer-te "Está tudo bem, pode ir" e tu és um adepto desde pequeno e és tão apaixonado pelo clube tu vai e fazes o que o teu governo te diz. (...) Mas o governo atuou demasiado tarde. Eles sabiam o que estava para vir, mas não fizeram nada", disse Mary Mawson, viúva de Richard, em entrevista à BBC.

Duas semanas depois da partida que terminou com o Liverpool eliminado da Champions, Richard começou a desenvolver febre, suores e falta de ar.

"A minha mãe chamou uma ambulância, que chegou rapidamente. Ele foi para o hospital e infelizmente nunca mais o voltamos a ver, morreu no dia 17 de abril", contou o filho, Jamie, que afirma ter "99% de certeza" que o pai contraiu COVID-19 em Anfield, no dia 11 de março.

"Ele teve de passar pelos adeptos visitantes, os fãs do Atlético, e tenho 99 por cento de certeza que ele a apanhou nesse jogo. Para nós como família é difícil... ele tinha 70 anos, mas estava em forma e saudável, não tinha nenhum problema de saúde e ele piorar daquela forma,  foi muito difícil para nós", disse.

A família pede agora um inquérito independente à decisão da realização da partida de 11 de março, para averiguar se o jogo tinha condições de acontecer ou não.

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