Aleksander Ceferin recusa a ideia de que a nova Champions tenha sido uma forma de ceder a pressão dos criadores da Superliga Europeia. Em entrevista ao jornal italiano 'Gazzetta dello Sport', o presidente da UEFA explicou que o novo figurino da prova vai ao encontro do desejo dos clubes.

"Todos querem mais jogos, ninguém está a desistir de nada. Os clubes pediram dez jogos no grupo da Liga dos Campeões, serão oito, o número certo. As ligas nacionais de 18 equipas seriam mais úteis, mas os presidentes não concordam. Devem compreender que duas taças domésticas - em Inglaterra, a Taça e a Taça da Liga - são demasiadas. É fácil atacar sempre a UEFA e a FIFA, mas o discurso é simples: se jogar menos, recebe menos. Quem se devia queixar são os trabalhadores das fábricas que recebem mil euros por mês", comentou.

Ainda a respeito da Superliga, Ceferin lamenta que apenas três pessoas insistem na ideia, quando o mundo do futebol já deu mostras que não quer a nova prova. O presidente da UEFA contou ainda o que vai dizer em tribunal sobre a Superliga.

"O que direi ao Tribunal da União Europeia? Que a UEFA não é um monopólio. Cada um é livre de estar ou não nela. Podem participar nas nossas competições ou organizar as suas próprias taças. Então, é é lógico que não participe nas nossas, certo? Qualquer que seja a decisão do Tribunal, nada muda: a Superliga está morta porque ninguém quer participar. Vejo apenas três pessoas [Florentino Pérez, Andrea Agnelli e Joan Laporta] zangadas com todos, levando toda a gente a tribunal. A decisão tomada será muito importante a um nível simbólico. Mas a União Europeia representa o modelo europeu, que é a razão do sucesso do futebol. Temos o apoio de 20 países. A disciplina independente da UEFA irá avaliar tudo", recordou.

Ainda à 'Gazzetta dello Sport', o esloveno explicou a sua relação com Florentino Pérez, Andrea Agnelii e Al-Khelaifi.

"Não tenho qualquer relação com Agnelli. Eu estive com Florentino Pérez e respeitei o protocolo, a UEFA não é minha propriedade. Na final [da Champions], em Paris, estivemos lado a lado. Felicitámo-nos, mas foi tudo. Al-Khelaifi? O meu bom relacionamento não é com o PSG, mas com o presidente da ECA - na altura, o próprio Al-Khelaifi. É um dos que compreendeu e defendeu o modelo europeu, ao contrário de outros presidentes", atirou.

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