O presidente da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), Miguel Franco de Sousa, revela-se compreensivo e solidário com a decisão do Governo de encerrar temporariamente a atividade, na sequência das medidas mais restritivas decretadas no combate à covid-19.

“É importante perceber que o objetivo do Governo é o de considerar como regra o recolher obrigatório e minimizar ao máximo a circulação dos cidadãos. Todos sabemos que um campo de golfe e a prática da modalidade são 100% seguros, mas, quando se sai para jogar golfe, está a potenciar-se a circulação e, é isso, que temos de evitar”, começa por defender Miguel Franco de Sousa, em declarações à agência Lusa.

O líder federativo considera ser de extrema importância “olhar para aquilo que é regra e não estar à procura do que são as exceções para se manter uma vida mais ou menos normal”, corroborando assim as palavras do primeiro-ministro, António Costa, quando falou na segunda-feira ao país para anunciar medidas mais apertadas, na tentativa de achatar a curva da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Estamos perante um grande mal e, para grandes males, grandes remédios. Se não houver um esforço coletivo, vamos continuar a viver esta situação que não agrada a ninguém e está a pressionar o Serviço Nacional de Saúde, já à beira da rutura”, frisa, acrescentando que “o golfe não poderia ser alheio, de forma alguma, a este esforço, que deve ser de todos.”

Além de acreditar que “a retoma da modalidade acontecerá tão mais rápido quanto aquilo que for a responsabilidade de todos”, o presidente da FPG assegura estar confiante que “o golfe estará certamente na linha da frente quando houver um retomar das atividades desportivas.”

“O Governo reconhece que o golfe não é uma modalidade de risco. É importante retomar a prática da atividade física e desportiva, pois estas contribuem para estilos de vida saudáveis, seja do ponto de vista físico como psíquico”, conclui Franco de Sousa.

As novas medidas para combater a covid-19 entraram em vigor às 00:00, reforçando as restrições de movimentação de pessoas já previstas no confinamento geral decretado no âmbito do estado de emergência em vigor no país.

O Presidente da República assinou na terça-feira o decreto do Governo que altera a regulamentação do estado de emergência, no dia em que Portugal contabilizou 218 mortes, um novo máximo de óbitos em 24 horas, relacionados com a covid-19, e 10.455 novos casos de infeção pelo novo coronavírus.

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