A diretora da Federação Portuguesa de Futebol Mónica Jorge acredita que existe um futuro no futebol feminino português capaz de encher estádios, com uma cultura desportiva e social que “já está a mudar”.

“Acreditamos sempre num futuro melhor, as nossas jogadoras e toda a estrutura. Sabemos que estamos a abrir portas e a participar em algo muito bom que há de ser no futuro. Acreditamos que é possível encher estádios com o futebol feminino em Portugal”, disse Mónica Jorge à agência Lusa.

A comparação surgiu em ano de título mundial para os Estados Unidos, depois de a seleção portuguesa ‘viver’ recentemente em Filadélfia a maior enchente num jogo particular diante da equipa norte-americana, com cerca de 50.000 adeptos nas bancadas do Estádio Lincoln Financial, em Filadélfia.

Nem o preço dos bilhetes, que podiam atingir os 150 euros, inibiu a presença do público, num país em que são as mulheres que dominam o futebol ou ‘soccer’, e pedem igualdade nos prémios.

“As estrelas aqui são elas, no ‘soccer’. Outro dia comentava que em Portugal seria muito difícil apresentar estes valores nos bilhetes e ter os estádios cheios. Elas são vedetas, são elas que fazem movimentar o ‘soccer’ neste país”, justificou Mónica Jorge.

Para a responsável da FPF só assim é possível entender as exigências feitas pelas jogadoras campeãs mundiais, na discussão em relação aos prémios, no designado movimento do 'equal pay' - gritado pelo público na final do Mundial -, quando são elas que geram as maiores receitas à Federação.

Já Portugal, que em 2017 conseguiu o seu primeiro apuramento para o Europeu, na Holanda, e em 2018 foi terceiro na Algarve Cup e agora ocupa a sua melhor classificação no ‘ranking’ mundial, no 30.º lugar, prepara-se para tentar nova qualificação para um 'Euro'.

Depois de defrontar os Estados Unidos nos dois particulares, com derrotas por 4-0 e 3-0, a equipa das ‘quinas’ inicia a campanha de qualificação para o Europeu de 2021, em Inglaterra, para o qual se apuram os vencedores dos nove grupos e três segundos mais bem classificados.

“Acho que há hipótese de qualificação para as três equipas mais diretas [no grupo E], a Escócia, Finlândia e Portugal, mas temos que fazer o nosso trabalho tranquilamente e acreditar na evolução competitiva da equipa”, salientou Mónica Jorge.

O grupo conta também com a Albânia, seleção com a qual Portugal se estreia em 04 de outubro, em Elbasan, e com o Chipre.

Para as 'contas' do Europeu entram ainda os restantes seis segundos classificados dos nove grupos de qualificação, que irão disputar um ‘play off’.

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