Celebra-se esta segunda-feira, 13 de abril, o Dia Mundial do Beijo. Uma ocasião para relembrar alguns beijos que tiveram impacto no desporto.

Comecemos por um dos mais famosos e que deu muito que falar em Portugal. Em maio de 2014, no meio dos festejos do Sevilha pela conquista da Liga Europa frente ao Benfica, o português Daniel Carriço deu um beijo na boca de Rakitic. Para o croata, a culpa foi do português.

Antes de Rakitic e Daniel Carriço, outro beijo tinha feito correr muita tinta no futebol. Na final do Mundial de 2010 na África do Sul, ganha pela Espanha, o guarda-redes espanhol Iker Casillas não aguentou as emoções pela vitória e beijou a jornalista Sara Carbonero, quando esta o entrevistava depois da final. Sara Carbonero era jornalista da Tele 5 e namorada do agora guarda-redes do FC Porto na altura. Casaram-se mais tarde e têm dois filhos: Martín e Lucas.

Mas Casillas não foi o único a beijar uma repórter em direto. Recentemente, em março de 2019, o pugilista búlgaro, Kubrat Pulev foi questionado pela jornalista Jenny Sushe sobre um possível confronto com norte-americano Tyson Fury. Depois da resposta, Pulev beijou-a na boca inesperadamente."Jesus Cristo", retorquiu a jornalista, ainda atordoada com o ato intempestivo do lutador.

O futebol é terreno fértil em beijos. Há jogadores que preferem festejar golos enviando beijos lá para casa... ou então indo diretamente à bancada fazer a 'entrega'. Foi o que fez avançado brasileiro Wanderson Farias em setembro de 2019: o jogador do Ludogorets marcou um golo aos 78 minutos frente ao Slavia Sofia para a liga da Bulgária e correu para as bancadas para beijar a namorada como forma de festejar o tento. Quando voltou para o relvado não havia golo nenhum. O árbitro anulou o tento por fora-de-jogo, que, diga-se não exista. Levaram-lhe o golo mas ele ficou com o beijo.

Por falar em beijos entre craques, houve outro que também fez furor, embora mais do ponto de vista artístico. Antes do 'clássico' da Liga Espanhola entre Barcelona e Real Madrid em 2017, o artista urbano Tvboy resolveu celebrar o dia de Saint Jordi, padroeiro de Barcelona, pintando um quadro numa paragem de autocarro no passeio de Gràcia. No quadro era  possível ver Messi, em bicos de pés, aos beijos com Cristiano Ronaldo. O quadro chamava-se 'O amor é cego'.

Diz o ditado que 'o amor é cego' mas tal não se aplica ao beijo. Há quem já tenha preparado a celebração de um golo ou de uma vitória...com beijos.  A Croácia entrou a vencer o Euro2012 ao bater a República da Irlanda por 3-1 e o selecinoador a ganhar um beijo de... um adepto. Um fervoroso croata furou o cordão de segurança, entrou no relvado e foi direto a boca de Slaven Bilic, selecionador da Croácia para lhe 'pregar' um beijo na boca.

Muitas vezes, nos momentos de entusiasmo e euforia descontroladas entre desportistas, lá sai um beijo inesperado. Aconteceu em setembro de 2019 num jogo do Mundial de Râguebi entre o País de Gales e a Austrália. Os galeses venceram por 29-25 e os festejos ficaram marcados pelo beijo entre Alun Wyn Jones, capitão da equipa, e George North.

O beijo também pode ser uma arma, uma forma de luta. Que o diga o brasileiro Hulk, que em Portugal representou o FC Porto. Quando jogava nos russos do Zenit de São Peterburgo, o avançado foi alvo de insultos racistas em vários campos. Num dos jogos frente ao Torpedo resolveu responder aos insultos racistas vindos das bancadas com beijinhos.

Também há tente fazer 'chantagem' com beijos no desporto. Que o diga Balotelli, avançado italiano que queria um beijo da Rainha de Inglaterra se ajudasse a seleção dos três leões a garantir um lugar nos oitavos-de-final do Mundial 2014. Os ingleses estavam dependentes de uma vitória da Itália frente a Costa Rica na última jornada da fase de grupos para se apurarem.

Da chantagem ao incentivo. Em julho de 2019 o Chile tinha um importante encontro com o Peru, no 'clássico do Pacífico' que valia uma vaga na final da Copa América. Os peruanos receberam um incentivo extra, da atriz Stephanie Cayo: ela prometeu beijar quem marcasse o golo da vitória da seleção do seu país. A atriz e cantora de 31 anos, que atua na série 'Club de Cuervos' da Netflix, destacou na sua conta do Instagram que estava "a contribuir" com o seu "grão de areia" para o triunfo da seleção peruana. Os peruanos marcaram três golos e foram disputar a final da prova com o Brasil (perderam). Resta saber se Stephanie Cayo cumpriu o prometido.

Um dos beijos mais famosos no futebol mundial aconteceu na Argentina, em abril de 1996. Claudio Caniggia marcou o golo da vitória do Boca Juniors sobre o Lánus e festejou com Maradona, num beijo na boca que fez correr muita tinta. Voltariam a repetir o gesto em junho na Bombonera, quando Boca bateu o rival River Plate por 4-1, com hat-trick de Caniggia. Ficaria conhecido com o 'Beijo da Alma'.

Recentemente 'El Pibe' repetiu o gesto mas com outro jogador. Antes do início do jogo entre o Boca Juniors e o Gimnazia y Esgrima, Carlos Tevez foi até ao banco do adversário e deu um beijo na boca de Maradona, treinador do Gimnazia. Ficou conhecido como o 'beijo da sorte'. Tevez viria a marcar, aos 72 minutos, o único golo do jogo que deu o título de campeão ao Boca Juniors, numa jornada emocionante: o River Plate, rival do Boca Juniors, liderava a prova mas na derradeira jornada empatou com o Atletico Tucoman.

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